Imagine a cena: você sentada numa maca e alguém lhe colocando os sapatos e, logo após, os óculos. Em seguida, você se vê sentada numa sala de espera e não tem a menor ideia de como foi parar ali. Tudo gira a seu redor e as imagens são duplas.
A cena foi vivida por essa pessoa aqui hoje cedo. Precisava fazer um exame de eletroencefalograma com sono. Normalmente esse exame é feito espontaneamente, mas eu não consegui fazer o mais fácil: deitar e dormir, por isso, tive que fazer com indução química. A descrição acima foi parte dos efeitos pós exame.
Passado um pouco o efeito do remédio que me derrubou na marra, quis saber como saí da maca até a sala de espera. A resposta foi hilária!!! Segundo minha amiga me acompanhou hoje cedo (a adulta responsável por mim hehehe), eu estava sentada na maca de olhos fechados e rindo. Ela e a técnica que realizou o exame me conduziram até a sala de espera. Segundo ela, eu começa a falar, parava e ria. Não terminava nenhuma frase. Ouvindo isso e imaginando a cena que eu mesma vivi e não lembro, comecei a rir (de novo). Aliás, continuo rindo.
Quanto tempo teria se passado??? O relógio respondeu essa questão: cerca de uma hora e meia. O corpo estava pesado, a vontade era de deitar e dormir profundamente por um mês.
A experiência foi, no mínimo, engraçada. Quando senti que podia me levantar, fiz um 4 para provar que estava sóbria, mas meu equilíbrio me desmentiu, afinal, a sensação era de embriaguez total...que barato aquele remedinho cor-de-rosa causou hein!!!
Fomos até uma cafeteria que tem ali perto e rimos mais ainda enquanto ela me contava tudo em detalhes.
Ter amigos é a coisa mais sensacional do mundo, não me canso de falar isso, e tê-los por perto é o que torna um momento simples como esse num "causo" para ser repetido e satirizado por muitos anos a fio. E pode ter certeza que muitas risadas serão dadas toda vez que contarmos esse "causo" aos outros amigos.
É por isso que eu não me canso de repetir:
AMO MUITO MINHAS AMIGAS QUERIDAS QUE ESTÃO SEMPRE COMIGO, SEJAM NAS HORAS ALEGRES, NAS DIFÍCEIS OU NAS HILÁRIAS COMO ESTAS.
Que em 2012 posssamos dar muito mais risadas de todos nossos momentos de amizade.
Esse blog foi criado com o intuito de compartilhar reflexões de todos os tipos: da vida, do dia-a-dia, das questões ambientais, enfim, foi a maneira que encontrei de dividir com meus amigos meus humildes "devaneios". Sejam todos bem vindos ao Bio Reflexões!
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Meu desabafo
Como é difícil conviver com a dor alheia e muito pouco poder fazer para amenizar esse sofrimento.
Nunca soube lidar muito bem com emoções, muito menos as minhas. Minha última psicóloga disse que eu precisava desenvolver mais meu lado Yin (sensibilidade – feminino), pois só sei lidar com o Yang (força – masculino). Acho que chegou a hora.
Infelizmente, às vezes, as coisas precisam tomar um rumo drástico para que se possa achar um caminho e, dentro da vontade de Deus, a melhor solução.
Nesse último mês tenho aprendido muito mais de caridade que nem uma biblioteca inteira conseguiria me ensinar. Vou dar um exemplo: compaixão. Essa palavra sempre foi tão instigante para mim. Confesso, não conseguia entender ou mesmo senti-la até me deparar com uma pessoa doente clamando, silenciosamente, por ajuda. É triste ver o estrago que a depressão pode fazer num ser humano. Ela é silenciosa, sorrateira, cruel, vil....covarde.
No entanto, a hora é de ter fé, de dar a ajuda solicitada. Agora é hora de agir, pois ficar se lamuriando não vai ajudar em nada. É o que estamos fazendo. Só espero, do fundo do meu coração, que ainda dê tempo, que seja mesmo possível ajudar. É aí que entra o poder da Fé e, talvez, meu maior desafio nisso tudo.
Acho que posso fazer mais, porém não sei ao certo como ajudar. Tenho levado minha palavra amiga, mais que isso, meu amor. Um amor que nunca soube transmitir e demonstrar, mas que sempre existiu.
Uma coisa é certa, quando a saúde falta, a união se faz presente. E essa tem sido outra grande lição que estou aprendendo para toda vida. Demonstrações de carinho, afeto e um amor fraterno que transcende a toda e qualquer explicação que eu pudesse tentar explicar com palavras.
Apesar de toda dor que todos estamos sentindo, cada um a sua maneira, tenho muito a agradecer por tudo que estamos aprendendo com essa provação.
Nunca soube lidar muito bem com emoções, muito menos as minhas. Minha última psicóloga disse que eu precisava desenvolver mais meu lado Yin (sensibilidade – feminino), pois só sei lidar com o Yang (força – masculino). Acho que chegou a hora.
Infelizmente, às vezes, as coisas precisam tomar um rumo drástico para que se possa achar um caminho e, dentro da vontade de Deus, a melhor solução.
Nesse último mês tenho aprendido muito mais de caridade que nem uma biblioteca inteira conseguiria me ensinar. Vou dar um exemplo: compaixão. Essa palavra sempre foi tão instigante para mim. Confesso, não conseguia entender ou mesmo senti-la até me deparar com uma pessoa doente clamando, silenciosamente, por ajuda. É triste ver o estrago que a depressão pode fazer num ser humano. Ela é silenciosa, sorrateira, cruel, vil....covarde.
No entanto, a hora é de ter fé, de dar a ajuda solicitada. Agora é hora de agir, pois ficar se lamuriando não vai ajudar em nada. É o que estamos fazendo. Só espero, do fundo do meu coração, que ainda dê tempo, que seja mesmo possível ajudar. É aí que entra o poder da Fé e, talvez, meu maior desafio nisso tudo.
Acho que posso fazer mais, porém não sei ao certo como ajudar. Tenho levado minha palavra amiga, mais que isso, meu amor. Um amor que nunca soube transmitir e demonstrar, mas que sempre existiu.
Uma coisa é certa, quando a saúde falta, a união se faz presente. E essa tem sido outra grande lição que estou aprendendo para toda vida. Demonstrações de carinho, afeto e um amor fraterno que transcende a toda e qualquer explicação que eu pudesse tentar explicar com palavras.
Apesar de toda dor que todos estamos sentindo, cada um a sua maneira, tenho muito a agradecer por tudo que estamos aprendendo com essa provação.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Salto quântico na hora do almoço
Hoje saí no meu horário de almoço com um único objetivo: pagar meu condomínio! Feito isso, fiquei meio "sem eira nem beira", afinal não tinha me programado pra fazer mais nada e como o tempo é curto, prefiro sair com um roteiro pré-estabelecido.
Enfim, com o calor que estava fazendo, resolvi voltar para e ficar no andar do restaurante, assim poderia continuar lendo um excelente livro sobre Física Quântica que comprei na Feira do Livro.
Pois bem, embarquei tanto naquela leitura, mas tanto mesmo que o tempo voou e lembrei que tava na hora de passar o crachá e voltar ao trabalho. Eu gravei que havia saído xx:25 pm. Ok, guardei o livro, levantei do sofá e fui em direção ao elevador. Nesse momento tive uma espécie de "salto quântico" negativo, pois o susto que tomei não tem explicação.
Do nada, como um salto mesmo, me dei por conta que eram 15:25 pm. Tive uma sensação inexplicável, mas vou tentar mesmo assim: foi como se eu tivesse saído para o almoço às 13:25 pm, ou seja, eu teria feito uma hora a mais de almoço. Por mais que alguem estivesse do meu lado para dizer que obviamente eu saí uma hora depois, não adiantava, era como se o tempo do relógio tivesse passado mesmo duas horas. A sensação desse espaço todo de tempo era quase real, mas como não tinha feito nada além de ir pagar o condomínio, como poderia ter se passado duas horas?
Desci, passei meu crachá no cartão ponto e voltei para a sala com um vazio esquisito, ainda não acreditava direito naquilo tudo. Acessei meu ponto eletrônico e sim, estava tudo certo.
Teria eu ido a outro plano de espaço/tempo?!
Seria isso o tal plano paralelo que falam por aí?!
Não sei ao certo ainda, mas que aquela leitura sobre Quântica estava me levando a outros horizontes, disso não tenho a menor sombra de dúvida.
Coisas "estranhas" ou por que não dizer "novas" têm me acontecido ultimamente...mas isso é história para outro post, ainda mais agora que engrenei os eixos de novo.
Enfim, com o calor que estava fazendo, resolvi voltar para e ficar no andar do restaurante, assim poderia continuar lendo um excelente livro sobre Física Quântica que comprei na Feira do Livro.
Pois bem, embarquei tanto naquela leitura, mas tanto mesmo que o tempo voou e lembrei que tava na hora de passar o crachá e voltar ao trabalho. Eu gravei que havia saído xx:25 pm. Ok, guardei o livro, levantei do sofá e fui em direção ao elevador. Nesse momento tive uma espécie de "salto quântico" negativo, pois o susto que tomei não tem explicação.
Do nada, como um salto mesmo, me dei por conta que eram 15:25 pm. Tive uma sensação inexplicável, mas vou tentar mesmo assim: foi como se eu tivesse saído para o almoço às 13:25 pm, ou seja, eu teria feito uma hora a mais de almoço. Por mais que alguem estivesse do meu lado para dizer que obviamente eu saí uma hora depois, não adiantava, era como se o tempo do relógio tivesse passado mesmo duas horas. A sensação desse espaço todo de tempo era quase real, mas como não tinha feito nada além de ir pagar o condomínio, como poderia ter se passado duas horas?
Desci, passei meu crachá no cartão ponto e voltei para a sala com um vazio esquisito, ainda não acreditava direito naquilo tudo. Acessei meu ponto eletrônico e sim, estava tudo certo.
Teria eu ido a outro plano de espaço/tempo?!
Seria isso o tal plano paralelo que falam por aí?!
Não sei ao certo ainda, mas que aquela leitura sobre Quântica estava me levando a outros horizontes, disso não tenho a menor sombra de dúvida.
Coisas "estranhas" ou por que não dizer "novas" têm me acontecido ultimamente...mas isso é história para outro post, ainda mais agora que engrenei os eixos de novo.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Mais uma história emocionante no cinema
Olá, quanto tempo! Pois é, estive mesmo sem ânimo para escrever ultimamente, mas fiquei muito feliz hoje quando minha amiga e visitante assídua falou que estava com saudades dos meus textos.
Well, eu também estava morrendo de saudades de escrever aqui, porém sem nenhuma inspiração.
Semana passada fui assistir ao "Filme dos Espíritos". Fazia tempo que não chorava tanto num filme, muito menos dentro do cinema. Esse filme é muito tocante, muito bem escrito, assistam.
Difícil? Óbvio, senão não se chamaria resgate ou espiação.
Precisamos olhar o próximo com esse entendimento: estamos num processo de auto-ajuda, de evolução coletiva, não somos ilhas isoladas nessa jornada. Do contrário, ficaremos feito cão tonto, correndo atrás do próprio rabo sem jamais sair do lugar ou do espaço tempo/evolução.
Coragem! É o que desejo a vocês, sobretudo a mim mesma!
Well, eu também estava morrendo de saudades de escrever aqui, porém sem nenhuma inspiração.
Saí do cinema louca para escrever e até surgiu a primeira frase pro texto: "Fui apresentada à Sra. Morte ainda muito jovem, com 8 anos de idade, e de uma maneira muito trágica". Durante anos, muitos anos, não soube lidar direito com esse assunto, afinal, quem saberia diante do suicídio? Mesmo após ter me tornado espírita ainda é difícil demais lidar com esse sentimento de separação e adeus que Ela representa. Eu sei que não é adeus para sempre, porque nada é para sempre, nem mesmo a separação das almas, mas como costumo dizer quando alguém está passando por isso: "o difícil é que do outro lado não tem conexão com esse, ou se tem, a mensagem não chega e não é possível passar um email ou adicionar no facebook". A falta de contato é que "mata" aqueles que ficaram do lado de cá.
Tem outra coisa que me sacudiu muito nesse filme: a questão dos nossos resgates cármicos. Por que será que umas pessoas amamos tanto e outras não podemos nem chegar perto? Inimigos de outras vidas? Talvez. Mas quem é mesmo que tinha a razão??? Não importa. Se conseguimos perceber isso agora, nessa atual existência, é porque já estamos em condições evolutivas de PERDOAR. Isso mesmo, perdoar, mesmo que a outra pessoa ainda não esteja percebendo, ou até mesmo não aceite nada disso e nos trate muito mal, ainda assim devemos trabalhar o perdão. E quem sabe o autoperdão? Não temos como saber (nem sempre temos) quem errou, quem torturou; será que não fomos nós os algozes? Por isso é fundamental o exercício do perdão e autoperdão.
Se estamos nessa vida novamente, com um novo projeto e uma nova missão de vida, se estamos tendo a chance de resgatar dívidas passadas com outras almas também em processo evolutivo é porque AQUELE que tudo comanda já nos perdoou faz tempo. Quem somos nós para duvidar disso.
Precisamos olhar o próximo com esse entendimento: estamos num processo de auto-ajuda, de evolução coletiva, não somos ilhas isoladas nessa jornada. Do contrário, ficaremos feito cão tonto, correndo atrás do próprio rabo sem jamais sair do lugar ou do espaço tempo/evolução.Coragem! É o que desejo a vocês, sobretudo a mim mesma!
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Momento de muitas dúvidas
Faz tempo que não escrevo por aqui né. Pois é, os motivos além da falta de motivação são vários: preocupações diversas, problemas familiares que pareciam pequenos e se tornaram enormes e, possivelmente, sem solução; espera interminável pelo novo emprego e a insatisfação com o atual, indecisão quanto ao retorno à faculdade e por aí vai. Isso tudo tem me deixado triste, sem forças pra reagir e até apática pra todo o resto.
A vida é mesmo assim e a única coisa certa que existe é a incerteza. Mas ao mesmo tempo, também sei que nada dura para sempre...apelando a outro ditado: "não há mal que sempre dure, não há bem que nunca acabe!". É o que diz o taoismo, os ciclos de vida, sempre girando, sempre mudando, sempre começando e terminando. E o que é melhor: sempre recomeçando.
Eu sei que é ilusório achar que conseguimos controlar tudo ou quase tudo ao nosso redor. Isso só pertence a Deus, porém a falta de certezas, ou melhor dizendo, tantas indefinições de uma vez só deixaram minha cabeça zonza. Queria ouvir notícias boas, queria um pouco mais de felicidade urgente. Ahhhh, se eu pudesse parar o mundo e descer um pouquinho, mas não depende de mim né, então o jeito é respirar fundo, comer um doce beeeeeeeeem doce, ou dois, ou três, ou quatro....daqueles que arrepia até a alma e seguir em frente. Fé é uma coisa que às vezes (muitas vezes) me falta. Talvez por isso as coisas não se definam tão rapidamente como eu gostaria, pra me ensinar a ter FÉ!
Bola pra frente, Fé eu Deus sempre!
Importante lembrar que TUDO PASSA - NADA É PARA SEMPRE!!! E me perdoem o desabafo.
A vida é mesmo assim e a única coisa certa que existe é a incerteza. Mas ao mesmo tempo, também sei que nada dura para sempre...apelando a outro ditado: "não há mal que sempre dure, não há bem que nunca acabe!". É o que diz o taoismo, os ciclos de vida, sempre girando, sempre mudando, sempre começando e terminando. E o que é melhor: sempre recomeçando.
Eu sei que é ilusório achar que conseguimos controlar tudo ou quase tudo ao nosso redor. Isso só pertence a Deus, porém a falta de certezas, ou melhor dizendo, tantas indefinições de uma vez só deixaram minha cabeça zonza. Queria ouvir notícias boas, queria um pouco mais de felicidade urgente. Ahhhh, se eu pudesse parar o mundo e descer um pouquinho, mas não depende de mim né, então o jeito é respirar fundo, comer um doce beeeeeeeeem doce, ou dois, ou três, ou quatro....daqueles que arrepia até a alma e seguir em frente. Fé é uma coisa que às vezes (muitas vezes) me falta. Talvez por isso as coisas não se definam tão rapidamente como eu gostaria, pra me ensinar a ter FÉ!
Bola pra frente, Fé eu Deus sempre!
Importante lembrar que TUDO PASSA - NADA É PARA SEMPRE!!! E me perdoem o desabafo.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Sirvam nossas façanhas de modelo a toda Terra
Feriadão chegando, pelo menos aqui no Sul, já que 20 de setembro comemoramos o dia de nosso orgulho. O orgulho de ser Gaúcho!!! Para quem não é gaúcho é difícil entender nosso amor pelo Rio Grande, afinal, para muitos é estranho comemorar uma guerra onde muitas vidas se perderam e, aparentemente, foi perdida. No entanto, não se comemora a guerra em si, mas a nossa garra por lutar pelos ideais em que acreditamos. A semana farroupilha é muito mais que uma simples data de aniversário de um evento do passado, é a celebração de uma tradição.
Só Gaúcho mesmo pra entender esse amor e essa paixão pelo nosso CHÃO e nossas RAÍZES....
Mas como boa gaúcha que sou, estou partindo para minha terra natal, Arambaré, para participar das comemorações do 20 de setembro no mais autêntico estilo gaúcho: Rodeio Campeiro!
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Reflexões da madrugada
No meio da madruga consigo sentir melhor as coisas. O silêncio da noite não me assusta, pelo contrário, me seduz e me instiga a observar o sono da metrópole gigante, que ao dormir parece uma inocente criança. Talvez não tão inocente assim, mas o que importa?
O burburinho do dia não nos permite ver a cidade da mesma forma que a percebo na calada da noite. É nessas horas que minha insanidade fala mais alto e meu eu se sente melhor - no silêncio da noite.
Observo as ruas tranquilas, silenciosas, interrompidas pelo canto entusiasmado do sabiá nessas noites de setembro. Mas a maior sensação no meio da madrugada é a presença da Solidão. Aliás, eis aqui um ser incompreendido. Ser? Sim! A solidão para muitos é tão presente, que por pouco não toma forma viva. E se engana quem a considera má, ruim, negativa. A Solidão é uma grande amiga, aquela que ajuda os mais teimosos a enfrentar seus medos. Como? Colocando diante de si um infalível espelho que os obriga a olhar para dentro de si próprios.
Sem o agito frenético do dia não há como fugir dessa experiência enriquecedora. Passar a vida inteira fugindo de si mesmo é tão inútil, que só faz aumentar ainda mais a fuga até o ponto que não tem mais saída a não ser encarar o problema com coragem. É por isso que considero a Solidão uma grande amiga, pois auxilia silenciosamente esse encontro.
Aceitei a Solidão como companheira de muitas noites contemplativas. Aprendi a perceber o que ela tem de melhor e, acima de tudo, aprendi a olhar para mim mesma, pra dentro do meu ser. Quando parei de fugir de mim mesma entendi que jamais estive sozinha e que nem mesmo a Solidão era sinônimo de ausência. No fundo, tudo é um grande mal-entendido, um erro de interpretação, provavelmente feito por pessoas agitadas que se negam a parar um pouquinho e olhar com maior clareza o que tudo isso quer dizer.
Quando estamos no olho do furacão a tempestade parace que jamais terá fim. Ao longo desses anos aprendi que as tempestadas acabam e são bem menores do que parecem. E aprendi também que foi preciso viver tudo isso para que pudesse entender que a presença da Solidão foi o que me manteve viva, foi minha melhor companhia. Hoje percebo que jamais estive totalmente só, apesar de no momento achar que sim, talvez estivesse cega, pois não conseguia ver, nem ao menos sentir que sempre existiu um SER MAIOR vivo dentro de mim e além de mim. Dêem o nome que quiserem: Deus, Jeová, Alá ou krishna, mas é essa presença que nos situa e sustenta como parte integrante do Universo.
Hoje sou grata a tudo que vivi, por mais difícil, doloroso e quase insuportável, por vezes até enlouquecedor, que tenha sido. É uma metamorfose diária, um constante estado de vigia, é um despertar de consciência. A mudança de atitude, de pensamento e de campo vibracional é lenta, mas possível. Nenhuma tempestade é infinita e o sol sempre volta a brilhar.
O passado serve para nos orientar daqui pra frente. Se desprender dele é questão de sobrevivência. Muitos erros foram necessários até chegar a essas conclusões, no entanto se culpar além de não resolver nada, só atrasa tudo. É um caminho árduo, mas todo mundo tem condições de seguir seus próprios desígnios. Hoje consigo entender também o sentido da palavra "resignação", porém peço desculpas por não saber expressar com palavras esse sentimento. Acho que é uma forma de consciência muito além do pensamento e da razão, algo a nível da alma.
Tem uma música da Paula Fernandes que combina bem com esse post, partes da letra dizem assim:
O burburinho do dia não nos permite ver a cidade da mesma forma que a percebo na calada da noite. É nessas horas que minha insanidade fala mais alto e meu eu se sente melhor - no silêncio da noite.
Observo as ruas tranquilas, silenciosas, interrompidas pelo canto entusiasmado do sabiá nessas noites de setembro. Mas a maior sensação no meio da madrugada é a presença da Solidão. Aliás, eis aqui um ser incompreendido. Ser? Sim! A solidão para muitos é tão presente, que por pouco não toma forma viva. E se engana quem a considera má, ruim, negativa. A Solidão é uma grande amiga, aquela que ajuda os mais teimosos a enfrentar seus medos. Como? Colocando diante de si um infalível espelho que os obriga a olhar para dentro de si próprios.
Sem o agito frenético do dia não há como fugir dessa experiência enriquecedora. Passar a vida inteira fugindo de si mesmo é tão inútil, que só faz aumentar ainda mais a fuga até o ponto que não tem mais saída a não ser encarar o problema com coragem. É por isso que considero a Solidão uma grande amiga, pois auxilia silenciosamente esse encontro.
Aceitei a Solidão como companheira de muitas noites contemplativas. Aprendi a perceber o que ela tem de melhor e, acima de tudo, aprendi a olhar para mim mesma, pra dentro do meu ser. Quando parei de fugir de mim mesma entendi que jamais estive sozinha e que nem mesmo a Solidão era sinônimo de ausência. No fundo, tudo é um grande mal-entendido, um erro de interpretação, provavelmente feito por pessoas agitadas que se negam a parar um pouquinho e olhar com maior clareza o que tudo isso quer dizer.
Quando estamos no olho do furacão a tempestade parace que jamais terá fim. Ao longo desses anos aprendi que as tempestadas acabam e são bem menores do que parecem. E aprendi também que foi preciso viver tudo isso para que pudesse entender que a presença da Solidão foi o que me manteve viva, foi minha melhor companhia. Hoje percebo que jamais estive totalmente só, apesar de no momento achar que sim, talvez estivesse cega, pois não conseguia ver, nem ao menos sentir que sempre existiu um SER MAIOR vivo dentro de mim e além de mim. Dêem o nome que quiserem: Deus, Jeová, Alá ou krishna, mas é essa presença que nos situa e sustenta como parte integrante do Universo.
Hoje sou grata a tudo que vivi, por mais difícil, doloroso e quase insuportável, por vezes até enlouquecedor, que tenha sido. É uma metamorfose diária, um constante estado de vigia, é um despertar de consciência. A mudança de atitude, de pensamento e de campo vibracional é lenta, mas possível. Nenhuma tempestade é infinita e o sol sempre volta a brilhar.
O passado serve para nos orientar daqui pra frente. Se desprender dele é questão de sobrevivência. Muitos erros foram necessários até chegar a essas conclusões, no entanto se culpar além de não resolver nada, só atrasa tudo. É um caminho árduo, mas todo mundo tem condições de seguir seus próprios desígnios. Hoje consigo entender também o sentido da palavra "resignação", porém peço desculpas por não saber expressar com palavras esse sentimento. Acho que é uma forma de consciência muito além do pensamento e da razão, algo a nível da alma.
Tem uma música da Paula Fernandes que combina bem com esse post, partes da letra dizem assim:
" Agora eu sou um vento só a escuridão
sou lembrança do passado
Agora sou a prova viva de que nada nessa vida
É pra sempre
...
É pra sempre
...
Estar assim, sentir assim
Um turbilhão de sensações dentro de mim
Eu me transformo"
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Mais um aniversário
A era dos virginianos começou. Esses seres afixionados por perfeição! Há quem diga que são chatos, perfeccionistas, detalhistas demais, mas acreditem, eles também os são consigo mesmo; porém os acho magnifícos. E digo mais: são incompreendidos. Ok, são exigentes demais, sim eu sei, mas não o fazem por mal, mas porque querem ver tudo funcionando bem certinho, redondinho, no eixo.
Adoro os virginianos...acho que se metade das pessoas se preocupassem mais em fazer direito o que fazem, não teríamos tantas coisas erradas nesse país.
Dessa vez não vou me prolongar muito, pois o objetivo desse post é prestar minha humilde e singela homenagem a um desses virginianos, ou melhor, uma virginiana, conselheira sempre disposta, amiga leal e cheeeeeeeeeeeeia de paciência. Melhor dizendo: perfeita paciência.
Adoro os virginianos...acho que se metade das pessoas se preocupassem mais em fazer direito o que fazem, não teríamos tantas coisas erradas nesse país.
Dessa vez não vou me prolongar muito, pois o objetivo desse post é prestar minha humilde e singela homenagem a um desses virginianos, ou melhor, uma virginiana, conselheira sempre disposta, amiga leal e cheeeeeeeeeeeeia de paciência. Melhor dizendo: perfeita paciência.
FELIZ ANIVERSÁRIO MAG!!!!!!!!!!!
PARABÉNS PRA VOCÊ NESSA DATA QUERIDA, MUITAS FELICIDADES, MUITOS ANOS DE VIDA....
e que possamos comemorar muitas vezes mais essa data tão especial que é o teu aniversário! É o ano novo pessoal, dia de festa!!!!!!!!!!!!!!
sábado, 27 de agosto de 2011
Ter amigos é tudo de bom
Esse título parece frase de redação de criança com 7 anos quando volta das férias, mas convenhamos, é tudo de bom mesmo, a qualquer idade.
Acabei de chegar de uma comemoração de aniversário de uma grande amiga. Sabe aqueles encontros que a gente fica a noite inteira dando risada e tirando sarro uns dos outros? Foi assim. Mas sabe o que isso tem de tão interessante? É que fora a Vivian, a aniversariante, só conhecia o Rafa e mesmo assim o entrosamento rolou tranquilo. Das duas uma, ou sou muito cara-de-pau, ou o pessoal é muito gente fina mesmo, pois me senti muito à vontade entre eles. Claro que é a segunda opção. Cara-de-pau eu???? Imagina, que absurdo!!! Na boa, o pessoal é dez mesmo.
Semana passada participei de uma surpresa digna de grandes amigos. Era aniversário do Dilan, nosso grande amigo Dilan e sua adorável esposa Val teve essa ideia genial de fazer-lhe uma surpresa. Antes deixem-me explicar que estou me referindo a um grupo de amigos que se conhecem desde o 2º grau, nos velhos tempos do Colégio Parobé, 20 anos de amizade.
Aos pouco foram chegando os convidados. Ele não desconfiou de nada, nada mesmo. Tive que entrar pelos fundos do prédio, pois ele estava no estacionamento, que fica na frente do salão de festas. Emocionante. Depois disso ele subiu e foi tirar uma sonequinha. Daí sim, nos escondemos no salão conforme o povo ia chegando. Difícil foi segurar as crianças lá dentro, pois cada vez que a porta se abria com a chegada de mais um grupo, era aquela correria na rua. Sorte a nossa que a sonequinha do nosso amigo foi pesada, kkkkkkk.
Ok, tudo pronto, todos presentes, inclusive crianças presas no salão. Agora é só achar um jeito de chamar o aniversariante para o local da festa-surpresa....sem levantar suspeitas.
E a ideia foi sinistra...vamos deixar bem claro que foi autoria da Val!!! Ela ligou para ele e disse que haviam batido em seu carro. Bahhhh....isso não se faz; ele desceu aluscinado ou seria melhor dizer atortoado? No entanto, a surpresa foi dupla: além de seu carro estar intacto, tinha um povo no estacionamento cantando "parabéns pra você nessa data querida"! Hehehehehe, pena ninguém ter fotografado a cara de espanto dele!!!!! Porque foi sensacional.
Surpresas boas assim todo mundo merece. E quando digo que amigos são tudo de bom é porque são mesmo. Quem não tem amigos nessa vida, definitivamente, não existe nesse mundo...sério!!! Os amigos são o apoio nas horas difíceis, mesmo sem dizer nada, só ouvindo e são também a alegria de uma surpresa como essa. E quando a amizade é verdadeira, incondicional, não importam as diferenças, ou a distãncia, ou mesmo que se encontrem poucas vezes no ano, como nos encontros de final de ano da turma de 1992. Quando se encontram o tempo é precioso demais para disperdiçar com coisas pequenas ou bobagens. Só o que importa é matar a saudade e aproveitar ao máximo.
Acabei de chegar de uma comemoração de aniversário de uma grande amiga. Sabe aqueles encontros que a gente fica a noite inteira dando risada e tirando sarro uns dos outros? Foi assim. Mas sabe o que isso tem de tão interessante? É que fora a Vivian, a aniversariante, só conhecia o Rafa e mesmo assim o entrosamento rolou tranquilo. Das duas uma, ou sou muito cara-de-pau, ou o pessoal é muito gente fina mesmo, pois me senti muito à vontade entre eles. Claro que é a segunda opção. Cara-de-pau eu???? Imagina, que absurdo!!! Na boa, o pessoal é dez mesmo.
Semana passada participei de uma surpresa digna de grandes amigos. Era aniversário do Dilan, nosso grande amigo Dilan e sua adorável esposa Val teve essa ideia genial de fazer-lhe uma surpresa. Antes deixem-me explicar que estou me referindo a um grupo de amigos que se conhecem desde o 2º grau, nos velhos tempos do Colégio Parobé, 20 anos de amizade.
Aos pouco foram chegando os convidados. Ele não desconfiou de nada, nada mesmo. Tive que entrar pelos fundos do prédio, pois ele estava no estacionamento, que fica na frente do salão de festas. Emocionante. Depois disso ele subiu e foi tirar uma sonequinha. Daí sim, nos escondemos no salão conforme o povo ia chegando. Difícil foi segurar as crianças lá dentro, pois cada vez que a porta se abria com a chegada de mais um grupo, era aquela correria na rua. Sorte a nossa que a sonequinha do nosso amigo foi pesada, kkkkkkk.
Ok, tudo pronto, todos presentes, inclusive crianças presas no salão. Agora é só achar um jeito de chamar o aniversariante para o local da festa-surpresa....sem levantar suspeitas.
E a ideia foi sinistra...vamos deixar bem claro que foi autoria da Val!!! Ela ligou para ele e disse que haviam batido em seu carro. Bahhhh....isso não se faz; ele desceu aluscinado ou seria melhor dizer atortoado? No entanto, a surpresa foi dupla: além de seu carro estar intacto, tinha um povo no estacionamento cantando "parabéns pra você nessa data querida"! Hehehehehe, pena ninguém ter fotografado a cara de espanto dele!!!!! Porque foi sensacional.
Surpresas boas assim todo mundo merece. E quando digo que amigos são tudo de bom é porque são mesmo. Quem não tem amigos nessa vida, definitivamente, não existe nesse mundo...sério!!! Os amigos são o apoio nas horas difíceis, mesmo sem dizer nada, só ouvindo e são também a alegria de uma surpresa como essa. E quando a amizade é verdadeira, incondicional, não importam as diferenças, ou a distãncia, ou mesmo que se encontrem poucas vezes no ano, como nos encontros de final de ano da turma de 1992. Quando se encontram o tempo é precioso demais para disperdiçar com coisas pequenas ou bobagens. Só o que importa é matar a saudade e aproveitar ao máximo.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Tentando ter uma vida mais leve
Vou falar logo de cara para que não se decepcionem lá no meio do texto: não se trata de nenhuma dieta milagrosa para perder 10 kg em 5 dias, dicas de fitness que aumentam em 1000% seu bumbum ou a última técnica para ter uma barriga de tanquinho. Estou falando de levar uma vida mais leve, no sentido de viver com qualidade e sem estresse, com mais sossego.
Estou lendo um livro maravilhoso, A arte de ser leve, de Leila Ferreira. Fiquei sabendo dessa obra numa reportagem que vi num jornal aqui do Sul. Foi aquelas coisas que alguns chamam de coincidências da vida. Eu tava numa fase híper estressante de minha vida e uma grande amiga separou aquele caderno pra eu ler. BINGO! Era mesmo o que eu precisava e não perdi tempo, comprei o livro na mesma semana. No entanto, eu ainda não o terminei.
Sou louca por livros, tenho fome de livros e todos que me agradam muito, como esse, eu procuro comprar o mais breve possível e já saio lendo da livraria; porém, não tenho essa mesma voracidade para terminá-los. Eis um terrível defeito que tenho: não consigo terminar os livros que começo. Mas esse ano estou dando jeito nisso...
A arte de ser leve, entretanto, prega justamente isso: ser leve! Chega de estresse e de coisas que fazemos por obrigação. Merecemos uma vida mais simples e descomplicada. Tenho certeza que é por isso que, no caso desse livro, eu estou lendo em doses homeopáticas, degustando vagarosamente cada capítulo, sem aquela pressa que nos derrota diariamente. Não percebemos, ou sim e não lutamos contra, mas vivemos numa velocidade tão alta que nem radar conseguiria medir. E para que tudo isso? Para aproveitar melhor o dia? Distribuir o tempo? Acho que não. Isso tudo só serve para uma coisa: nos enlouquecer!
Exagero? Não! Verdade absoluta. Nunca vi tempos tão difíceis como agora. Já passei por tantas peleias nessa minha modesta vidinha, mas a coisa tá feia pra todo mundo. E pior, tudo é culpa do tal do estresse. Balela!!!! Estresse cansa e atrapalha mesmo, mas o buraco é mais embaixo, é uma tensão existencial tão forte que nem percebemos sua influência, daí colocamos a culpa no trânsito, no trabalho, nos relacionamentos ou na falta deles. Mas no fundo, no fundo, parece que falta sentido de vida. Ok, falo por mim. Eu sei o que quero da minha vida, mas a espera destrói qualquer paciência budista. O detalhe é que não sou budista, tampouco sei meditar e no meio dessa loucurada toda inviável tentar começar agora.
Quando eu era criança não percebia essa angústia em meus pais, tios e primos mais velhos. Talvez ela sempre tenha existido, mas creio que de forma mais suave. A tecnologia que nos deu tantas possibilidades de comunicação, nos conectou com o Mundo, também nos escravizou. Se esquecemos o celular em casa parece ser o fim do mundo. Nem telefone fixo eu tinha em casa quando era pequena. A preocupação de minha mãe era que eu comece a comida toda. Hoje em dia eu como tudo e quero mais...isso se chama angústia. Eu passo o dia todo com o Outlook aberto e de olho se a cartinha aparece no canto direito da tela. Se o assunto é bom, legal; se é chatisse, afff, deleto e nem leio...mas se não chega nada, JESUS CRISTO, ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me manda um emailzinho!!! Ontem no almoço presenciei uma cena que me chocou: uma moça digitando em ritmo frenético em seu tablet, até aí tudo bem, o detalhe é que entre ela e o aparelhinho estava um prato cheio de comida, que ela devorava entre uma digitação e outra.
Onde vamos parar hein? Eu tenho medo do futuro. Mas por outro lado, fico feliz de perceber isso agora, no presente e poder buscar ajuda, que vão dos florais até livros de auto-ajuda ou uma cervejinha bem gelada em boa cia. Ou até mesmo digitando texto no meu blog. Acreditem, isso me distrai de um jeito que virou até terapia. Não me importam os rótulos, eu quero me livrar conscientemente das angústias que, vez ou outra, insistem em me atormentar e tornar a vida mais densa e pesada.
Estou lendo um livro maravilhoso, A arte de ser leve, de Leila Ferreira. Fiquei sabendo dessa obra numa reportagem que vi num jornal aqui do Sul. Foi aquelas coisas que alguns chamam de coincidências da vida. Eu tava numa fase híper estressante de minha vida e uma grande amiga separou aquele caderno pra eu ler. BINGO! Era mesmo o que eu precisava e não perdi tempo, comprei o livro na mesma semana. No entanto, eu ainda não o terminei.
Sou louca por livros, tenho fome de livros e todos que me agradam muito, como esse, eu procuro comprar o mais breve possível e já saio lendo da livraria; porém, não tenho essa mesma voracidade para terminá-los. Eis um terrível defeito que tenho: não consigo terminar os livros que começo. Mas esse ano estou dando jeito nisso...
A arte de ser leve, entretanto, prega justamente isso: ser leve! Chega de estresse e de coisas que fazemos por obrigação. Merecemos uma vida mais simples e descomplicada. Tenho certeza que é por isso que, no caso desse livro, eu estou lendo em doses homeopáticas, degustando vagarosamente cada capítulo, sem aquela pressa que nos derrota diariamente. Não percebemos, ou sim e não lutamos contra, mas vivemos numa velocidade tão alta que nem radar conseguiria medir. E para que tudo isso? Para aproveitar melhor o dia? Distribuir o tempo? Acho que não. Isso tudo só serve para uma coisa: nos enlouquecer!
Exagero? Não! Verdade absoluta. Nunca vi tempos tão difíceis como agora. Já passei por tantas peleias nessa minha modesta vidinha, mas a coisa tá feia pra todo mundo. E pior, tudo é culpa do tal do estresse. Balela!!!! Estresse cansa e atrapalha mesmo, mas o buraco é mais embaixo, é uma tensão existencial tão forte que nem percebemos sua influência, daí colocamos a culpa no trânsito, no trabalho, nos relacionamentos ou na falta deles. Mas no fundo, no fundo, parece que falta sentido de vida. Ok, falo por mim. Eu sei o que quero da minha vida, mas a espera destrói qualquer paciência budista. O detalhe é que não sou budista, tampouco sei meditar e no meio dessa loucurada toda inviável tentar começar agora.
Quando eu era criança não percebia essa angústia em meus pais, tios e primos mais velhos. Talvez ela sempre tenha existido, mas creio que de forma mais suave. A tecnologia que nos deu tantas possibilidades de comunicação, nos conectou com o Mundo, também nos escravizou. Se esquecemos o celular em casa parece ser o fim do mundo. Nem telefone fixo eu tinha em casa quando era pequena. A preocupação de minha mãe era que eu comece a comida toda. Hoje em dia eu como tudo e quero mais...isso se chama angústia. Eu passo o dia todo com o Outlook aberto e de olho se a cartinha aparece no canto direito da tela. Se o assunto é bom, legal; se é chatisse, afff, deleto e nem leio...mas se não chega nada, JESUS CRISTO, ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me manda um emailzinho!!! Ontem no almoço presenciei uma cena que me chocou: uma moça digitando em ritmo frenético em seu tablet, até aí tudo bem, o detalhe é que entre ela e o aparelhinho estava um prato cheio de comida, que ela devorava entre uma digitação e outra.
Onde vamos parar hein? Eu tenho medo do futuro. Mas por outro lado, fico feliz de perceber isso agora, no presente e poder buscar ajuda, que vão dos florais até livros de auto-ajuda ou uma cervejinha bem gelada em boa cia. Ou até mesmo digitando texto no meu blog. Acreditem, isso me distrai de um jeito que virou até terapia. Não me importam os rótulos, eu quero me livrar conscientemente das angústias que, vez ou outra, insistem em me atormentar e tornar a vida mais densa e pesada.
Quero uma vida mais leve.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Dividindo o pão? Não!!! As nozes...
Por volta dos 10 anos, minha mãe me levou à Paróquia da cidade e me matriculou no curso de Catequese, já que toda criança "tem" que fazer. Uauuuuu!!! Aquilo me causou uma emoção indescritível, pois eu teria a liberdade de ir sozinha às aulas toda semana.
Na cidade que eu morava quando era criança, dificilmente se usava o transporte público para esses deslocamentos. Tudo era relativamente próximo. Eu tinha a opção de ir de bici (bicicleta), ou a pé mesmo - o que eu achava mais interessante porque aproveitava para observar tudo: lojas, pessoas, vitrines, tuuudo.
Então toda semana eu ia para minha aula de Catequese. Impressionante, mas lembro o nome da professora: Maura! Como pode né?!Não demorou muito para aquela turma se entrosar e formar uma gangue. No bom sentido é claro!
Logo, ir para essas aulas se tornou o evento da semana para mim, creio que para os outros também. Chegávamos mais cedo para brincar no pátio da Igreja, que era imenso. E foram meses desses encontros semanais. Lembro que após o Dia das Mães, o parquinho que sempre ia na cidade, acabou deixando para trás um de seus brinquedos. Pra quê!!!! Aquilo foi a sensação da criançada. Era um tipo de balancinho gigante, mas os meninos puxavam com toda força e depois pulavam em cima e todos se rodopiavam antes da aula.
Tinha um Padre muito legal. Ele era jovem e muito amigão da turminha. Eu adorava o Padre Geraldo...e logo depois, ou antes, agora não lembro ao certo, tinha uma novela que o Nuno Leal Maia fingia ser padre e era chamado de Padre Garotão. Ele brincava com a gente, dando um empurrãozinho lomba abaixo nos papelões. Adorávamos aquilo. Ou arriscava jogar uma bolinha com os guris. Bolinha porque ele não jogava pra valer, nem um jogo inteiro. Mas ele sempre fazia questão de compartilhar alguns minutos do seu tempo com aquela gurizada faceira que iniciava a vida dentro do ambiente católico.
Porém, sempre há um porém, existia outro padre na Igreja, o titular do posto. E óbvio que ele era um rabugento, senão essa história não teria a menor razão de ser contada aqui. Ele tinha uma cara sisuda, sempre fechada. Parecia que tinha um espinho cravado no pé o tempo todo. Para uma criança isso é sinônimo de "chatice". Me perdoem os tímidos, mais sérios ou que detestam crianças, mas esse padre não era pessoa muito querida por nós. E ele também fazia por merecer nossa, digamos assim, antipatia infantil.
Lembro de um episódio que marcou muito essa época de minha vida. No fundo do pátio da Igreja, na frente da sala de aula, havia um pé de nogueira recheado de nozes. Era uma árvore majestosa, linda e enorme. E num bando de crianças juntas sempre tem um líder para dar ideias né, rssssss. E uma dessas ideias era atirar pedras ou pedaços de madeira e galhos que arrancassem da árvore seus deliciosos frutos. A bagunça era geral. Aquela algazarra obviamente.
Certa tarde, o padre ranzinzo chegou bem na hora da folia. Pra quê?! Ele mandou todos se sentarem numa muretinha que tinha e foi, um por um, perguntando se estava arrancando frutos da árvore. E todos responderam que sim. Daí ele nos deu um sermão (extra né, porque também fazia isso nas missas de domingo), eis uma coisa que sempre questionei: por que eu tinha que ir na missa todo domingo pra ser xingada??? Mas voltando ao extra daquela tarde, ele disse que não deveríamos ter aquele comportamento de marginais. Pára tudo!!! Marginais????? Agora ele pegou pesado, muito pesado. E juro, foi o que ele disse. E mais, nos proibiu de chegar perto daquela nogueira.
A indignação foi geral e até hoje lembro da minha nobre constatação: "se Jesus mandou a gente dividir o pão, por que esse padre não podia dividir a noz com seus pequeninos irmãos???".
Nem preciso dizer que rezei muito a Deus para que ele não fizesse nossa Primeira Comunhão. E acho que Deus também não gostou da atitude daquele obreiro, pois foi celebrada pelo Padre Garotão, digo, Geraldo.
Final da história.
Amém.
Na cidade que eu morava quando era criança, dificilmente se usava o transporte público para esses deslocamentos. Tudo era relativamente próximo. Eu tinha a opção de ir de bici (bicicleta), ou a pé mesmo - o que eu achava mais interessante porque aproveitava para observar tudo: lojas, pessoas, vitrines, tuuudo.
Então toda semana eu ia para minha aula de Catequese. Impressionante, mas lembro o nome da professora: Maura! Como pode né?!Não demorou muito para aquela turma se entrosar e formar uma gangue. No bom sentido é claro!
Logo, ir para essas aulas se tornou o evento da semana para mim, creio que para os outros também. Chegávamos mais cedo para brincar no pátio da Igreja, que era imenso. E foram meses desses encontros semanais. Lembro que após o Dia das Mães, o parquinho que sempre ia na cidade, acabou deixando para trás um de seus brinquedos. Pra quê!!!! Aquilo foi a sensação da criançada. Era um tipo de balancinho gigante, mas os meninos puxavam com toda força e depois pulavam em cima e todos se rodopiavam antes da aula.
Tinha um Padre muito legal. Ele era jovem e muito amigão da turminha. Eu adorava o Padre Geraldo...e logo depois, ou antes, agora não lembro ao certo, tinha uma novela que o Nuno Leal Maia fingia ser padre e era chamado de Padre Garotão. Ele brincava com a gente, dando um empurrãozinho lomba abaixo nos papelões. Adorávamos aquilo. Ou arriscava jogar uma bolinha com os guris. Bolinha porque ele não jogava pra valer, nem um jogo inteiro. Mas ele sempre fazia questão de compartilhar alguns minutos do seu tempo com aquela gurizada faceira que iniciava a vida dentro do ambiente católico.
Porém, sempre há um porém, existia outro padre na Igreja, o titular do posto. E óbvio que ele era um rabugento, senão essa história não teria a menor razão de ser contada aqui. Ele tinha uma cara sisuda, sempre fechada. Parecia que tinha um espinho cravado no pé o tempo todo. Para uma criança isso é sinônimo de "chatice". Me perdoem os tímidos, mais sérios ou que detestam crianças, mas esse padre não era pessoa muito querida por nós. E ele também fazia por merecer nossa, digamos assim, antipatia infantil.
Lembro de um episódio que marcou muito essa época de minha vida. No fundo do pátio da Igreja, na frente da sala de aula, havia um pé de nogueira recheado de nozes. Era uma árvore majestosa, linda e enorme. E num bando de crianças juntas sempre tem um líder para dar ideias né, rssssss. E uma dessas ideias era atirar pedras ou pedaços de madeira e galhos que arrancassem da árvore seus deliciosos frutos. A bagunça era geral. Aquela algazarra obviamente.
Certa tarde, o padre ranzinzo chegou bem na hora da folia. Pra quê?! Ele mandou todos se sentarem numa muretinha que tinha e foi, um por um, perguntando se estava arrancando frutos da árvore. E todos responderam que sim. Daí ele nos deu um sermão (extra né, porque também fazia isso nas missas de domingo), eis uma coisa que sempre questionei: por que eu tinha que ir na missa todo domingo pra ser xingada??? Mas voltando ao extra daquela tarde, ele disse que não deveríamos ter aquele comportamento de marginais. Pára tudo!!! Marginais????? Agora ele pegou pesado, muito pesado. E juro, foi o que ele disse. E mais, nos proibiu de chegar perto daquela nogueira.
A indignação foi geral e até hoje lembro da minha nobre constatação: "se Jesus mandou a gente dividir o pão, por que esse padre não podia dividir a noz com seus pequeninos irmãos???".
Nem preciso dizer que rezei muito a Deus para que ele não fizesse nossa Primeira Comunhão. E acho que Deus também não gostou da atitude daquele obreiro, pois foi celebrada pelo Padre Garotão, digo, Geraldo.
Final da história.
Amém.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Feliz aniversário para mim!!!
Sempre tive, no mais íntimo do meu ser, uma imensa alegria de viver que nem sei explicar de onde vem. É meu, tá no DNA de Cristina Tavares. Minha essência é feliz. Mas não pensem que nunca fico triste. Absolutamente. Fico triste sim, mas logo em seguida opto por sorrir novamente. Já chorei tanto nessa vida, que se o organismo não repusesse o líquido perdido já teria morrido por desidratação. Já sofri muito e desde muito cedo. Sofrimentos que foram desde abalos familiares profundos, até perdas amorosas aparentemente incuráveis, mas que com o tempo sempre se curam.
Sofrer sempre me fez crescer, mas só percebe isso quem quer crescer como ser humano e evoluir como espírito. Por muito pouco ou quase nada tem gente que passa uma vida inteira choramingando e se sentindo vítima de tudo e de todos. O eterno coitadinho (ou coitadinha, claro) sabe?!. Eu acho graça das minhas desgraças, faço piada sempre que possível de tudo...quer um exemplo? Há cerca de 3 meses atrás caí de uma escada e rompi os ligamentos do pé, doeu muito, demais da conta e olha que sou bem resistente à dor, não reclamo por qualquer depilaçãozinha (risos), mas nesse dia senti muita dor (não desejo a ninguém). A recuperação é lenta e longa. Um bom exercício de paciência. Mas apesar de tudo, agora eu vejo que tudo isso teve um lado bom: agora que meu pé está torto será muito mais fácil encontrar meu chinelo velho.
Estou completando 36 anos nesse dia 28 de julho e, acreditem, até hoje nunca tive uma crise de idade ou coisa parecida. Talvez esteja ficando um pouco preocupada com o tal relógio biológico, mas a medicina avançou muito nas últimas décadas e ter um filho após os 40 anos já não é tão perigoso assim. Sem contar que sempre fui adepta à adoção. Portanto, o projeto “ser mãe” ainda pode ser efetivado. Pois além de querer ser mãe (coisa inimaginável por mim há alguns anos atrás), eu quero constituir uma família. Afinal de contas, ser mãe é fácil, preciso muito pouco de um homem, o resto é comigo mesmo. Mas eu quero mais, eu sempre quero mais; e quero criar um filho num ambiente de muito amor. Utopia? Não. Eu acredito que isso é possível quando duas pessoas maduras querem a mesma coisa. E sei que conquistamos tudo quando acreditamos: isso se chama FÉ. O mundo é muito egoísta, eu sei. Porém o amor de um filho derruba parte ou todo esse sentimento feio e solitário que só faz afastar os seres humanos uns dos outros.
Outra coisa que eu estou muito mais contente hoje em dia é com relação ao meu corpo. Toda mulher é neurótica com dieta, medidas, peso, pneusinho, culote, CELULITE !!!!!!!!!(aaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhh - ataque histérico). Esse nome causa verdadeiro desespero entre a classe feminina...e não adianta vocês homens dizerem que isso não tem importância para vocês. TEM SIM - para nós mulheres!!!! Nós sabemos que essa preocupação toda com beleza externa é para as outras mulheres. Claro que sabemos, é o nosso instinto competitivo oras. Mas o que eu percebo nesse 36º ano de vida é que agora não me estresso mais com isso tudo...estou feliz com meu corpo, jamais quis ser modelo ou manequim!!! Obviamente quero voltar a malhar, mas principalmente por motivos de saúde.
barco, uma pessoa que vamos conhecer, não importa. O que vale mesmo é se sentir assim: VIVO. Que os obstáculos sejam superáveis, pois se não forem eu darei um jeito de contorná-los. Ficar parada olhando para eles é que não vou. A vida é isso: é simplesmente viver! Simples assim...óbvio demais. Talvez seja por isso que tantas pessoas não saibam curtir a vida, porque elas não a entendem e preferem complicar, sofrer, espernear e ser infeliz. Mas...é o caminhar de cada um. Sempre que eu puder ajudar a mudar essa visão estarei tentando, nem que seja apenas sendo EU....ahhh, e por sinal VIVA EU, FELIZ ANIVERSÁRIO PARA MIM!!!! EHHHHHHHH
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Afinal, o que tanto procuramos?
Há tempos observo homens e mulheres em uma busca (infindável) de algo que eles parecem nem saber direito do que se trata. Como assim? Mas se não sabem o que querem, por que procuram? E o que procuram?
A felicidade!!! Óbvio, não? Nem tanto!
Eu explico. O que me deixa confusa nessa questão, aparentemente simples, é o fato de ver tanta gente sempre correndo atrás da felicidade. Às vezes, tenho a sensação que ela - a tal felicidade, é um coelho extremamente rápido e fujão, ou quem sabe um duende muito sapeca?!?! Pois jamais é pego ou alcançado.
Na verdade, acho que muita gente sofre de uma síndrome bem antiga: a do eterno insatisfeito. Sabe aquela pessoa que corre atrás de uma coisa e quando consegue solta, pois acha que na próxima esquina pode ter algo melhor?
É assim que tenho notado cada vez mais pessoas infelizes, numa eterna busca que parece não ter fim. Mas será mesmo que a felicidade foge da gente? Eu acredito que não. E o que é pior, nós é que fugimos dela. Será que não nos achamos merecedores? Não sei. Talvez a ansiedade nos deixe inseguros e não nos permita ver quando estamos tão perto do que nos fará feliz. E esse algo pode ser uma coisa bem simples, não precisa ser grandioso. É possível ser feliz com bem pouco inclusive.
Mas eu quero ter esperança de dias melhores pela frente. Vejo essa mesma vontade em muitas pessoas. É como se fosse uma vontade coletiva de mudar o quadro atual e, não adianta, o assunto acaba sendo o mesmo: a busca do amor. Já dizia Tom Jobim: “é impossível ser feliz sozinho!”. Não vou criticar a música, mas é importante saber ser feliz sozinho sim, só assim veremos o quanto há coisas que nos fazem ser feliz no dia-a-dia. Mas obviamente, de que vai adiantar tanta felicidade só para nós? É bom poder compartilhar isso com outras pessoas, seja a cara-metade, a família ou os amigos. Não importa!
No entanto, creio que muitas pessoas ainda não se entenderam direito e estão tipo criança em loja de brinquedos que não sabe qual escolher, ou o que seria ainda pior, querem tudo. Há pouco relatei minhas tentativas frustradas de bancar o cupido. Frustradas sim, pois não deu em nada. E tenho certeza que o problema não foi o meio utilizado (o virtual), porque existem muitos sites de relacionamento, com a finalidade de aproximar as pessoas que rendem bons resultados. Creio que mesmo se as apresentações e tentativas fossem ao vivo e a cores teriam os mesmos resultados.
Mas por quê? Confesso que não sei direito essa resposta. Seria medo? Pode ser que sim. Muitas vezes as pessoas pedem por uma coisa e quando a tem em sua frente não sabem o que fazer, pois estavam acostumadas somente a “querer”, mas nunca se preocuparam em aprender a lidar com o “ter”. Sabe cachorro que corre enlouquecidamente atrás da roda do carro e quando esse pára o cachorro fica com aquela cara de "e agora, o que faço com essa roda?". Então, igualzinho!
Seja como for, a procura de muitos continua. Boa sorte!
A felicidade!!! Óbvio, não? Nem tanto!
Eu explico. O que me deixa confusa nessa questão, aparentemente simples, é o fato de ver tanta gente sempre correndo atrás da felicidade. Às vezes, tenho a sensação que ela - a tal felicidade, é um coelho extremamente rápido e fujão, ou quem sabe um duende muito sapeca?!?! Pois jamais é pego ou alcançado.
Na verdade, acho que muita gente sofre de uma síndrome bem antiga: a do eterno insatisfeito. Sabe aquela pessoa que corre atrás de uma coisa e quando consegue solta, pois acha que na próxima esquina pode ter algo melhor?
É assim que tenho notado cada vez mais pessoas infelizes, numa eterna busca que parece não ter fim. Mas será mesmo que a felicidade foge da gente? Eu acredito que não. E o que é pior, nós é que fugimos dela. Será que não nos achamos merecedores? Não sei. Talvez a ansiedade nos deixe inseguros e não nos permita ver quando estamos tão perto do que nos fará feliz. E esse algo pode ser uma coisa bem simples, não precisa ser grandioso. É possível ser feliz com bem pouco inclusive.
Mas eu quero ter esperança de dias melhores pela frente. Vejo essa mesma vontade em muitas pessoas. É como se fosse uma vontade coletiva de mudar o quadro atual e, não adianta, o assunto acaba sendo o mesmo: a busca do amor. Já dizia Tom Jobim: “é impossível ser feliz sozinho!”. Não vou criticar a música, mas é importante saber ser feliz sozinho sim, só assim veremos o quanto há coisas que nos fazem ser feliz no dia-a-dia. Mas obviamente, de que vai adiantar tanta felicidade só para nós? É bom poder compartilhar isso com outras pessoas, seja a cara-metade, a família ou os amigos. Não importa!
No entanto, creio que muitas pessoas ainda não se entenderam direito e estão tipo criança em loja de brinquedos que não sabe qual escolher, ou o que seria ainda pior, querem tudo. Há pouco relatei minhas tentativas frustradas de bancar o cupido. Frustradas sim, pois não deu em nada. E tenho certeza que o problema não foi o meio utilizado (o virtual), porque existem muitos sites de relacionamento, com a finalidade de aproximar as pessoas que rendem bons resultados. Creio que mesmo se as apresentações e tentativas fossem ao vivo e a cores teriam os mesmos resultados.
Mas por quê? Confesso que não sei direito essa resposta. Seria medo? Pode ser que sim. Muitas vezes as pessoas pedem por uma coisa e quando a tem em sua frente não sabem o que fazer, pois estavam acostumadas somente a “querer”, mas nunca se preocuparam em aprender a lidar com o “ter”. Sabe cachorro que corre enlouquecidamente atrás da roda do carro e quando esse pára o cachorro fica com aquela cara de "e agora, o que faço com essa roda?". Então, igualzinho!
Seja como for, a procura de muitos continua. Boa sorte!
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Cupido Virtual - Parte II
Assumi uma nova tarefa pra minha: a de Cupido!!!
Estou muito empolgada com essa tarefa e espero juntar ao menos um casal...
Pois bem, ontem uma amiga me falou que está solteira e à procura...PLIM...uma luzinha se acendeu sobre minha cabeça!!! Opa, peraí, aquela outra tentativa frustrada pode ter um novo desfecho. Como estava conversando com ela via Facebook, chamei meu amigo do episódio anterior no MSN e perguntei se poderia "apresentar" outra amiga a ele?!?! Obviamente, perguntei a essa amiga se queria conhecer um amigo meu solteiro. Após as devidas autorizações, passei um email para ambos...e o conteúdo segue abaixo. Estou publicando esse texto porque minha amiga Luluzinha (os nomes foram alterados para preservar a identidade dos envolvidos) achou que eu tinha copiado o conteúdo do email de algum site. Me senti muito orgulhosa com esse comentário e resolvi postar aqui, deixando a modéstia um pouquinho de lado .
"Se fala em mundo moderno há tanto tempo que até já ficou meio velho o assunto! kkkkkk
Pois bem, sempre nos orgulhamos de vivermos e fazermos parte desse mundo tão moderno...mas no fundo, no fundo, somos meio antigos às vezes...ou somos tímidos demais pra tanta modernidades né...enfim, viver num mundo moderno requer que sejamos totalmente modernos, ok!!!!
É isso que estou tentando fazer aqui entre linhas escritas de forma meio poética..sim estou tentando me aventurar no mundo da literatura e, no momento, me vejo fazendo crônicas...e isso aqui é só um esbocinho, uma provinha de crônica...
Porque o pretexto mesmo é ser moderninha. Como???? Apresentando dois amigos que eu tenho, e que ainda não se conhecem, por um meio bem moderno: o virtual!!!
Luluzinha, deixa eu te apresentar: esse é o Joãozinho, colega do Tribunal....
Joãozinho, essa é a Luluzinha, uma amiga sem comparação que eu gosto muito!!!
Crianças, estão oficialmente apresentados e a partir desse email vocês podem começar a se falar....e lindinhos, sem neurose, ok, vivemos num mundo moderno ok! Conversar nunca fez mal a ninguém, ainda mais assim por email!!!"
Sinceramente, do fundo do coração, estou torcendo para que essa história, ainda virtual, tome um rumo bem mais real. Agora a flecha virtual foi disparada, está nas mãos deles dar continuidade.
Sintam-se à vontade para torcer comigo...depois eu faço outro Post para dar continuidade à saga do Cupido Virtual....
Estou muito empolgada com essa tarefa e espero juntar ao menos um casal...
Pois bem, ontem uma amiga me falou que está solteira e à procura...PLIM...uma luzinha se acendeu sobre minha cabeça!!! Opa, peraí, aquela outra tentativa frustrada pode ter um novo desfecho. Como estava conversando com ela via Facebook, chamei meu amigo do episódio anterior no MSN e perguntei se poderia "apresentar" outra amiga a ele?!?! Obviamente, perguntei a essa amiga se queria conhecer um amigo meu solteiro. Após as devidas autorizações, passei um email para ambos...e o conteúdo segue abaixo. Estou publicando esse texto porque minha amiga Luluzinha (os nomes foram alterados para preservar a identidade dos envolvidos) achou que eu tinha copiado o conteúdo do email de algum site. Me senti muito orgulhosa com esse comentário e resolvi postar aqui, deixando a modéstia um pouquinho de lado .
"Se fala em mundo moderno há tanto tempo que até já ficou meio velho o assunto! kkkkkk
Pois bem, sempre nos orgulhamos de vivermos e fazermos parte desse mundo tão moderno...mas no fundo, no fundo, somos meio antigos às vezes...ou somos tímidos demais pra tanta modernidades né...enfim, viver num mundo moderno requer que sejamos totalmente modernos, ok!!!!
É isso que estou tentando fazer aqui entre linhas escritas de forma meio poética..sim estou tentando me aventurar no mundo da literatura e, no momento, me vejo fazendo crônicas...e isso aqui é só um esbocinho, uma provinha de crônica...
Porque o pretexto mesmo é ser moderninha. Como???? Apresentando dois amigos que eu tenho, e que ainda não se conhecem, por um meio bem moderno: o virtual!!!
Luluzinha, deixa eu te apresentar: esse é o Joãozinho, colega do Tribunal....
Joãozinho, essa é a Luluzinha, uma amiga sem comparação que eu gosto muito!!!
Crianças, estão oficialmente apresentados e a partir desse email vocês podem começar a se falar....e lindinhos, sem neurose, ok, vivemos num mundo moderno ok! Conversar nunca fez mal a ninguém, ainda mais assim por email!!!"
Sinceramente, do fundo do coração, estou torcendo para que essa história, ainda virtual, tome um rumo bem mais real. Agora a flecha virtual foi disparada, está nas mãos deles dar continuidade.
Sintam-se à vontade para torcer comigo...depois eu faço outro Post para dar continuidade à saga do Cupido Virtual....
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Cupido Virtual - será que funciona?
Tratava de um amigo me fazendo a seguinte colocação:
"Cris como tu tem amigas bonitas, será que tu não quer me doar uma delas?! Tipo aquelas campanhas: adote um solteiro nesse inverno!"
Achei sensacional aquela mensagem. Gente, cada dia mais me convenço que as pessoas estão carentes de amor..já falei isso aqui várias vezes e até achei que estava sendo repetitiva demais. Mas qual a minha surpresa ao ver aquele pedido? Sim, as pessoas querem amar e serem amadas. Se não funciona nos bares e casas noturnas, que seja no meio virtual mesmo, ou assim através de amigos em comum.
Não perdi tempo e, na mesma hora, passei outra mensagem, também particular para ele, perguntando se havia alguma amiga minha que ele quisesse conhecer ou se eu faria a seleção. Pois bem, havia uma sim. Mas a escolhida até pouco tempo não estava livre e desimpedida, porém, não ofende perguntar né? Avisei-o dessa possibilidade e parti para ação.
Enviei outra mensagem, agora para o alvo de minha flecha virtual: a menina! Não falei tudo de primeira para não assustar a guria. Acreditem, essas coisas assustam. Então perguntei como estava a situação dela com o seu Jason. Usamos esse apelido carinhoso para aqueles homens (meninos podem usar para mulheres), que nunca somem de nossas vidas. Aquelas histórias que nunca morrem e, como no filme de terror, sempre voltam. hehehehe.
Pois bem, ela me respondeu que a novela ainda está no ar e com capítulos cada vez mais enrolados. Infelizmente, não foi possível ajudar o amigo, mas juro por Deus, como eu gostaria de contar um final diferente desse...no entanto, a vida não é estática, muito menos as relações humanas. Guardei essa missão em minha sacola e quem sabe no futuro possa ter maior sucesso e acertar em cheio minhas flechas nesses coraçõesinhos apaixonados...
Ele continuará sua busca pelo amor. Mas aviso: estou analisando carinhosamente minhas outras amigas solteiras. Quem sabe ele escolheu errado?!?!?!??!
terça-feira, 5 de julho de 2011
O menino que tirou a sede de meio milhão de africanos
Quando pequeno, na escola, com apenas seis anos, sua professora lhes falou sobre como viviam as crianças na África.
Profundamente comovido ao saber que algumas até morrem de sede, que não há poços de onde tirar água, e pensar que a ele bastavam alguns passos para que a água saísse da torneira durante horas...
Ryan perguntou quanto custaria para levar água a eles. A professora pensou um pouco, e se lembrou de uma organização chamada WaterCan, dedicada ao tema, e lhe disse que um pequeno poço poderia custar cerca de 70 dólares. Quando chegou em casa, foi direto a sua mãe Susan e lhe disse que necessitava de 70 dólares para comprar um poço para as crianças africanas.
Sua mãe disse-lhe que ele deveria consegui-los e foi-lhe dando tarefas em casa com as quais Ryan ganhava alguns dólares por semana. Finalmente reuniu os 70 dólares e pediu à sua mãe que o acompanhasse à sede da WaterCan para comprar seu poço para os meninos da África. Quando o atenderam, disseram-lhe que o custo real da perfuração de um poço era de 2.000 dólares.
Susan deixou claro que ela não poderia lhe dar 2.000 dólares por mais que limpasse cristais durante toda a vida, porém Ryan não se rendeu. Prometeu aquele homem que voltaria… e o fez.
Contagiados por seu entusiasmo, todos puseram-se a trabalhar: seus irmãos, vizinhos e amigos. Entre todo o bairro conseguiram reunir 2.000 dólares trabalhando e fazendo mandados e Ryan voltou triunfante a WaterCan para pedir seu poço.
Em janeiro de 1999 foi perfurado um poço em uma vila ao norte de Uganda.
À partir daí começa a lenda.
Ryan não parou de arrecadar fundos e de viajar por meio mundo buscando apoios. Quando o poço de Angola estava pronto, o colégio começou uma correspondência com as crianças do colégio que ficava ao lado do poço, na África.
Assim Ryan conheceu Akana: um jovem que havia escapado das garras dos exércitos de meninos e que lutava para estudar a cada dia. Ryan sentiu-se cativado por seu novo amigo e pediu a seus pais para ir vê-lo. Com um grande esforço econômico de sua parte, os pais pagaram sua viagem a Uganda e Ryan, em 2000, chegou ao povoado onde havia sido perfurado seu poço. Centenas de meninos dos arredores formavam um corredor e gritavam seu nome.
- Sabem meu nome? - Ryan perguntou a seu guia.
- Todo mundo que vive 100 quilômetros ao redor sabe, ele respondeu.
Hoje em dia, Ryan – com 20 anos- tem sua própria fundação e conseguiu levar mais de 400 poços à África.
Encarrega-se também de proporcionar educação e de ensinar aos nativos a cuidar dos poços e da água. Recolhe doações de todo o mundo e estuda para ser engenheiro hidráulico. Ryan tem-se empenhado em acabar com a sede na África.
http://www.ryanswell.ca/
O mundo precisa de mais Ryans, pessoas que olhem ao próximo como um irmão (que somos) e tente fazer algo por eles!
domingo, 3 de julho de 2011
O velho e bom flerte - Parte II
Como disse na apresentação do Blog: aqui exponho meus devaneios pra quem se arriscar a ler. Pois bem, há muita gente se arriscando....e isso me deixa bastante feliz. Mas o que me deixa mais contente ainda é que tem muita gente concordando com essas loucuras que escrevo hehehe.
Descobri nesse espaço virtual uma nova paixão: escrever. Sei que preciso me atualizar e rever meu português, mas o que importa são as ideias que compartilho aqui.
O texto "O velho e bom flerte" me rendeu muitos comentários, em sua maioria favoráveis ao que escrevi. Óbvio que meu alcance literário virtual não chega tão longe assim, mas conforme eu converso com amigos e amigas solteiros, cada vez mais me convenço que estamos pensando parecido: estamos carentes de relacionamentos verdadeiros.
Uma amiga me escreveu sobre o tema e disse que também não é moralista, mas não aprova essa "falta de sensibilidade nos novos relacionamentos". Se é que podemos chamar de relacionamentos uma pegada que dura cerca de, vamos chutar, 10 minutos. Claro que estou falando dessa gurizada de hoje que busca números e não qualidade.
Mas mesmo entre os mais velhos, grupo ao qual me incluo, também não é muito diferente. Porém ainda tentamos conhecer melhor, conversar bastante, ver se há química, afinidade, atração, sei lá, um sinal, tipo um farol pra orientar melhor os que estão perdidos nesse mar de incertezas.
Nessa troca de emails com quem leu o texto, uma pergunta foi feita e juro que queria ter uma resposta: Como reverter essa situação?
Mas eu não sei!!!!
Quem sabe falando mais abertamente que não quer mais isso. Mudando a atitude. Ok, tu podes me fazer a seguinte pergunta: "E se eu for sincera, dizendo que quero algo mais sério e o cara sumir?" Azar o dele!!! Sorte a sua, se livrou de uma bomba. Cá pra nós, ele poderia sumir mesmo que tu não dissesse nada!!! Aliás, homens são experts em sumiço! Faz parte do show deles. Os motivos é que podem variar, mas na maioria das vezes é pra dizer "não tô nem aí", quando muitas vezes é exatamente o contrário que estão sentindo.
Por que agem assim? Cada um tem seu motivo, e vamos deixar bem claro que nem todos somem. Mas uma coisa é certa, homens têm dificuldade em lidar com as emoções. Para nós mulheres isso é tão natural, que nos irritamos com essa falta de tato deles. Precisamos entender que é coisa de mulher. Afinal, como poderíamos saber que o choro do bebê é de cólica e não de fome????
Para que os relacionamentos funcionem, daqui pra frente ao menos, homens e mulheres precisarão tentar se entender mais. Tenho que fazer aqui uma colocação contra nós mulheres, mas por favor, não me odeiem por isso. O fato é que nós mulheres, tão sensíveis a tantas coisas, nem sempre percebemos as angústias e os medos dos homens e, por desconhecer essas atitudes de recuo. Achamos que eles estão nos rejeitando, quando na realidade estão acuados por não saberem lidar com suas emoções. É difícil para eles, acreditem. E se acharem que vale a pena, tenham paciência. Do contrário, partam para outra, mas tenham em mente que o problema poderá se repetir, pois homens são homens em qualquer canto do planeta, assim como nós mulheres.
Se somos de Vênus e eles de Marte, eu não sei, mas uma coisa é certa: estamos todos no planeta Terra e é aqui que queremos encontrar nossa Cara-metade, a Tampa da Laranja ou o Chinelo Velho. A propósito, eu sempre dizia que não era um pé torto para querer encontrar um chinelo velho....vejam a ironia do destino: atualmente meu pé está muito mais que torto, está atrofiado, sensibilizado pelo rompimento dos ligamentos e dói nos dias de umidade...hehehe, quem mandou eu abrir minha boca né?! Que venha meu chinelo velho, mas que seja bem bonitinho.
Uma vez ouvi uma crônica no programa de rádio Love Songs (siiiim, muito ouvi Arlindo Sassi). Mas enfim, o texto falava que Deus recém havia criado o planeta Terra e o povoaria com casais de homens e mulheres. ELE selecionou para cada ser humano o par certo. Distribuiu com harmonia e afinidades para serem felizes. Porém, ele deu a um anjo muito peralta a tarefa de levá-los ao planeta. Entregou ao anjo a bandeja celestial, contendo todos os casais. Mas o anjo, muito distraído, ao sair da sala celestial, levando em suas mãos nossos destinos, não percebeu que vinha correndo em sua direção sua namoradinha e....
Tchibum!!!!!!!!!!!!!!
Ao ouvir o estrondo, Deus saiu de sua sala e não quis acreditar no que seus olhos viam: todos os casais espalhados e misturados no chão. Em sua divina sabedoria, deu ao anjo desastrado e a sua namorada a incumbência de encontrar cada par e formar o casal escolhido por ELE.
Alguém se arriscaria a dizer o nome do anjo desastrado? Seria o Cupido????
Talvez seja por isso que amores começam e terminam de forma tão abrupta; casamentos infelizes insistem em durar. Devem ser os anjinhos tentando arrumar sua bagunça.
Parábolas à parte, o que não podemos é desistir...afinal, não tá morto quem peleia, já diz o velho ditado gaúcho.
Descobri nesse espaço virtual uma nova paixão: escrever. Sei que preciso me atualizar e rever meu português, mas o que importa são as ideias que compartilho aqui.
O texto "O velho e bom flerte" me rendeu muitos comentários, em sua maioria favoráveis ao que escrevi. Óbvio que meu alcance literário virtual não chega tão longe assim, mas conforme eu converso com amigos e amigas solteiros, cada vez mais me convenço que estamos pensando parecido: estamos carentes de relacionamentos verdadeiros.
Uma amiga me escreveu sobre o tema e disse que também não é moralista, mas não aprova essa "falta de sensibilidade nos novos relacionamentos". Se é que podemos chamar de relacionamentos uma pegada que dura cerca de, vamos chutar, 10 minutos. Claro que estou falando dessa gurizada de hoje que busca números e não qualidade.
Mas mesmo entre os mais velhos, grupo ao qual me incluo, também não é muito diferente. Porém ainda tentamos conhecer melhor, conversar bastante, ver se há química, afinidade, atração, sei lá, um sinal, tipo um farol pra orientar melhor os que estão perdidos nesse mar de incertezas.
Nessa troca de emails com quem leu o texto, uma pergunta foi feita e juro que queria ter uma resposta: Como reverter essa situação?
Mas eu não sei!!!!
Quem sabe falando mais abertamente que não quer mais isso. Mudando a atitude. Ok, tu podes me fazer a seguinte pergunta: "E se eu for sincera, dizendo que quero algo mais sério e o cara sumir?" Azar o dele!!! Sorte a sua, se livrou de uma bomba. Cá pra nós, ele poderia sumir mesmo que tu não dissesse nada!!! Aliás, homens são experts em sumiço! Faz parte do show deles. Os motivos é que podem variar, mas na maioria das vezes é pra dizer "não tô nem aí", quando muitas vezes é exatamente o contrário que estão sentindo.
Por que agem assim? Cada um tem seu motivo, e vamos deixar bem claro que nem todos somem. Mas uma coisa é certa, homens têm dificuldade em lidar com as emoções. Para nós mulheres isso é tão natural, que nos irritamos com essa falta de tato deles. Precisamos entender que é coisa de mulher. Afinal, como poderíamos saber que o choro do bebê é de cólica e não de fome????
Para que os relacionamentos funcionem, daqui pra frente ao menos, homens e mulheres precisarão tentar se entender mais. Tenho que fazer aqui uma colocação contra nós mulheres, mas por favor, não me odeiem por isso. O fato é que nós mulheres, tão sensíveis a tantas coisas, nem sempre percebemos as angústias e os medos dos homens e, por desconhecer essas atitudes de recuo. Achamos que eles estão nos rejeitando, quando na realidade estão acuados por não saberem lidar com suas emoções. É difícil para eles, acreditem. E se acharem que vale a pena, tenham paciência. Do contrário, partam para outra, mas tenham em mente que o problema poderá se repetir, pois homens são homens em qualquer canto do planeta, assim como nós mulheres.
Se somos de Vênus e eles de Marte, eu não sei, mas uma coisa é certa: estamos todos no planeta Terra e é aqui que queremos encontrar nossa Cara-metade, a Tampa da Laranja ou o Chinelo Velho. A propósito, eu sempre dizia que não era um pé torto para querer encontrar um chinelo velho....vejam a ironia do destino: atualmente meu pé está muito mais que torto, está atrofiado, sensibilizado pelo rompimento dos ligamentos e dói nos dias de umidade...hehehe, quem mandou eu abrir minha boca né?! Que venha meu chinelo velho, mas que seja bem bonitinho.
Uma vez ouvi uma crônica no programa de rádio Love Songs (siiiim, muito ouvi Arlindo Sassi). Mas enfim, o texto falava que Deus recém havia criado o planeta Terra e o povoaria com casais de homens e mulheres. ELE selecionou para cada ser humano o par certo. Distribuiu com harmonia e afinidades para serem felizes. Porém, ele deu a um anjo muito peralta a tarefa de levá-los ao planeta. Entregou ao anjo a bandeja celestial, contendo todos os casais. Mas o anjo, muito distraído, ao sair da sala celestial, levando em suas mãos nossos destinos, não percebeu que vinha correndo em sua direção sua namoradinha e....Tchibum!!!!!!!!!!!!!!
Ao ouvir o estrondo, Deus saiu de sua sala e não quis acreditar no que seus olhos viam: todos os casais espalhados e misturados no chão. Em sua divina sabedoria, deu ao anjo desastrado e a sua namorada a incumbência de encontrar cada par e formar o casal escolhido por ELE.
Alguém se arriscaria a dizer o nome do anjo desastrado? Seria o Cupido????Talvez seja por isso que amores começam e terminam de forma tão abrupta; casamentos infelizes insistem em durar. Devem ser os anjinhos tentando arrumar sua bagunça.
Parábolas à parte, o que não podemos é desistir...afinal, não tá morto quem peleia, já diz o velho ditado gaúcho.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
O Brasileiro e as Temperaturas
30ºC
Baiano - Vai pra praia, dança, canta e come acarajé.
Carioca - Vai pra praia jogar futebol.
Mineiro - Come um queijo na sombra.
Paulista - Estão todos em Santos, enfrentando 2h de fila no supermercado.
Gaúcho - Esgota os estoques de protetor solar.
25ºC
Baiano - Não deixa os filhos saírem no vento depois das 5 da tarde.
Carioca - Vai pra praia mas não entra no mar, pq acha muito frio.
Mineiro - Come feijão tropeiro.
Paulista - Faz churrasco na casa em Santos mas não entra no mar.
Gaúcho - Reclama do calor e não faz esforço devido ao esgotamento físico.
20ºC
Baiano - Muda o chuveiro pra posição “inverno”.
Carioca - Veste um mulitão.
Mineiro - Começa a beber pinga do lado do fogão a lenha.
Paulista - Resolve vir embora de Santos, e fica um inferno o trânsito.
Gaúcho - Vai pra Redenção tomar um sol.
15ºC
Baiano - Começa a tremer de frio.
Carioca - Se reúnem pra comer fondue.
Mineiro - Continua bebendo pinga perto do fogão a lenha.
Paulista - Ainda estão presos no congestionamento.
Gaúcho - Começa a dirigir com o vidro abaixado pra pegar um ventinho.
10ºC
Baiano - Decreta estado de calamidade pública.
Carioca - Bota sobretudo, cueca de lã, luva e touca.
Mineiro - Segue bebendo pinga e põe mais lenha no fogão.
Paulista - Chegam de Santos e vão tudo pro mesmo shopping e engarrafam a cidade.
Gaúcho - Começa a cogitar a possibilidade de botar uma camisa de manga.
5ºC
Baiano - Decreta o Armagedom!
Carioca - Lança a candidatura do Rio pras Olimpíadas de Inverno
Mineiro - Continua bebendo pinga e quentão agora.
Paulista - Lota os hospitais por causa das doenças causadas pelo frio.
Gaúcho - Dá uma fechadinha na persiana.
0ºC
Baiano - Extingue-se a vida na Bahia.
Carioca - É lançado o Snow Boarding no Rio.
Mineiro - Já entrou em coma alcoólico, então não faz diferença.
Paulista - Fica em casa e a audiência da Luciana Gimenez vai no pico.
Gaúcho - Vai fazer um churrasco no pátio antes que comece o frio…
Baiano - Vai pra praia, dança, canta e come acarajé.
Carioca - Vai pra praia jogar futebol.
Mineiro - Come um queijo na sombra.
Paulista - Estão todos em Santos, enfrentando 2h de fila no supermercado.
Gaúcho - Esgota os estoques de protetor solar.
25ºC
Baiano - Não deixa os filhos saírem no vento depois das 5 da tarde.
Carioca - Vai pra praia mas não entra no mar, pq acha muito frio.
Mineiro - Come feijão tropeiro.
Paulista - Faz churrasco na casa em Santos mas não entra no mar.
Gaúcho - Reclama do calor e não faz esforço devido ao esgotamento físico.
20ºC
Baiano - Muda o chuveiro pra posição “inverno”.
Carioca - Veste um mulitão.
Mineiro - Começa a beber pinga do lado do fogão a lenha.
Paulista - Resolve vir embora de Santos, e fica um inferno o trânsito.
Gaúcho - Vai pra Redenção tomar um sol.
15ºC
Baiano - Começa a tremer de frio.
Carioca - Se reúnem pra comer fondue.
Mineiro - Continua bebendo pinga perto do fogão a lenha.
Paulista - Ainda estão presos no congestionamento.
Gaúcho - Começa a dirigir com o vidro abaixado pra pegar um ventinho.
10ºC
Baiano - Decreta estado de calamidade pública.
Carioca - Bota sobretudo, cueca de lã, luva e touca.
Mineiro - Segue bebendo pinga e põe mais lenha no fogão.
Paulista - Chegam de Santos e vão tudo pro mesmo shopping e engarrafam a cidade.
Gaúcho - Começa a cogitar a possibilidade de botar uma camisa de manga.
5ºC
Baiano - Decreta o Armagedom!
Carioca - Lança a candidatura do Rio pras Olimpíadas de Inverno
Mineiro - Continua bebendo pinga e quentão agora.
Paulista - Lota os hospitais por causa das doenças causadas pelo frio.
Gaúcho - Dá uma fechadinha na persiana.
0ºC
Baiano - Extingue-se a vida na Bahia.
Carioca - É lançado o Snow Boarding no Rio.
Mineiro - Já entrou em coma alcoólico, então não faz diferença.
Paulista - Fica em casa e a audiência da Luciana Gimenez vai no pico.
Gaúcho - Vai fazer um churrasco no pátio antes que comece o frio…
domingo, 26 de junho de 2011
O velho e bom flerte
Antigamente, muito antigamente, os casais se formavam de uma maneira tão inocente, que nos dias de hoje os jovens dariam boas risadas só de pensar em usar tais meios. Estou me referindo aos códigos de flertes utilizados por nossos avós.Sim!!! Estou falando de muitas décadas atrás, século passado!
Se um rapaz se interessasse por uma moça, ele a flertava com doçura no olhar. Se fosse mais ousado, levantava o chapéu, um sinal de "oi, estou interessado em você!". E a moça? A moça dava um sorrisinho maroto e baixava o olhar logo em seguida. Isso estava implícito que ela o aprovara.
Pronto, estava dado o ponta pé inicial para uma aproximação maior. Mas não pensem que ficaria só nisso. Não, não! Em pouco tempo o rapaz deveria procurar a família da moça e pedir-lhe em namoro, oficialmente, ao pai dela. E era sua obrigação apresentar claramente à família suas reais intenções com aquela menina. Afinal, ela era uma moça de família e ninguém desejaria que ela ficasse mal falada na sociedade. Moça séria namora em casa, não na rua.
A partir daí começaria a melhor coisa de suas vidas: o namoro. E não estamos falando aqui de certas liberdades que estamos acostumados em nosso tempo. O namoro daquela época era vigiado. Digo mais: fortemente vigiado. Pegar na mão da menina??? Só se tivessem marcado a data do casamento.
A gurizada de hoje pode achar tudo isso muito engraçado, ultrapassado e careta. Éh, de certa forma até é mesmo. Mas o que perdeu totalmente a graça nos dias atuais é a falta daquele cuidado, daquele carinho e daquela delicadeza que os casais tinham naquela época. Ok, hoje temos liberdade que nossas avós não tinham. Entretanto, o preço que pagamos por essa liberdade foi alto demais.
Perdemos o verdadeiro sentido do amor: o cuidar do ser amado. Tudo é muito fulgaz. Me arrisco, inclusive, a dizer que é muito vazio. Hoje em dia moças e rapazes se procuram nas baladas. Eles se olham, trocam alguns sorrisos e, em segundos, o cara está ali, ao lado da guria com um papo furado qualquer ao pé do seu ouvido, só pra não "chegar-chegando" (afinal, ele tem educação não é mesmo?), e não dou 20 minutos para eles se entregarem num beijo cinematográfico que nem no Corujão iria ao ar. Acho que exagerei né...5 minutos e olhe lá.
Moralista eu? Nem tanto. Mas as relações modernas estão vazias sim. Podem criticar, mas por favor, me convençam que estou errada ou exagerando. Não quero que os tempos da minha vó voltem, mas quero um pouco mais de ternura.
Estes dias li que a movimentação planetária influencia até nisso, na vida afetiva coletiva. Vivemos a Era da Tecnologia e o culpado por isso é o planeta Netuno, que estacionou no signo de Aquário desde 1998. Tá bom, foi ótimo para a evolução dos aparelhos celulares, dos computadores e, claro, da internet (sem a qual eu não teria um blog), mas foi péssimo para os relacionamentos humanos, parece uma espécie de fobia a se relacionar. Exagero talvez, mas explica pra sua avó o que significa "ficar". A propósito, tenta explicar pra si mesmo. Mas com a graça de Deus Netuno está se mexendo e, em breve, ele vai rumar para o signo de Peixes (o signo da amorosidade). E alguém aqui sabe o que isso significa? Que a emoção está de volta e de quebra, o romantismo também. É o fim da era do ficar.
É uma luz no fim desse enorme túnel. Esperança para muitos valores que estavam perdidos e fazem muita falta, até mesmo para quem nem os conhece. Talvez existam mais pessoas do que eu sedentas de sentimento, envolvimento, cumplicidade e paixão. Apaixonar-se é um risco pelo qual vale a pena se arriscar. Chega de tanto individualismo e racionalidade. Vamos viver a era do Romantismo de coração aberto. Arrisque-se, entregue-se, pode dar certo.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
24 de junho é dia de São João
Reza a lenda que São João era um santo muito festeiro, por isso, o mês de seu nascimento é comemorado no mundo todo. São as festas juninas.
A questão é que nessa época do ano é muito bom comer todas essas delícias que estão relacionadas às festas juninas. Pé-de-moleque, pipoca, quentão, rapadura, paçoquinha, puxa-puxa, etc...tem muiiiiiiiiiiiita coisa boa. E para os grandinhos, quentão!!!!
Como dizem os mineiros: É bão dimais sôh!!!!

Então, vamo dança quadria uai....
Que o momento seja quente em todos os corações...nem que seja por um minuto, vamos esquecer os problemas, sorrindo e curtindo os amigos.
Depois a gente pensa nos problemas...ou nem volta a pensar, afinal: se tiver solução, não precisa pensar e se não tiver, de que adianta esquentar a cuca desse jeito. Coloca um gorrinho que esquenta melhor, hahahahaha
A questão é que nessa época do ano é muito bom comer todas essas delícias que estão relacionadas às festas juninas. Pé-de-moleque, pipoca, quentão, rapadura, paçoquinha, puxa-puxa, etc...tem muiiiiiiiiiiiita coisa boa. E para os grandinhos, quentão!!!!
Como dizem os mineiros: É bão dimais sôh!!!!

Então, vamo dança quadria uai....
Que o momento seja quente em todos os corações...nem que seja por um minuto, vamos esquecer os problemas, sorrindo e curtindo os amigos.
Depois a gente pensa nos problemas...ou nem volta a pensar, afinal: se tiver solução, não precisa pensar e se não tiver, de que adianta esquentar a cuca desse jeito. Coloca um gorrinho que esquenta melhor, hahahahaha
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Por quanto tempo ficamos em luto?
Há alguns dias atrás descobri o que até agora nenhuma psicóloga, psiquiatra, xamã, feiticeiro ou qualquer coisa do tipo jamais descobriu: Meu coração estava em luto! Foi algo muito claro, quase que ouvi Deus me dizendo: "Sai desse luto minha filha!"
Luto? Quem morreu?
O amor morreu....por muitos anos sofri um luto que parecia não ter mais fim. Acho que não queria aceitar a morte do amor que senti por tantos anos. Talvez fosse como admitir que tudo se foi. Sim, de fato tudo se foi, ficou no passado, é só uma lembrança. Mas há uma lembrança. Por pior que seja sentir saudades, eu tenho do que lembrar, eu vivi aquela história e tudo foi real, foi verdadeiro, intenso, mas morreu.
Sempre tive grande dificuldade em lidar com a morte. Ela é invencível não é mesmo? Ninguém pode com ela. Mas pior não é encarar a D.Morte, pior mesmo é seguir em frente. Quando perdemos um ente querido, por mais que a dor pareça não ter fim, mais cedo ou mais tarde nos conformamos.
É difícil dizer o tempo que leva. E muitas vezes mentimos pra nós mesmos, tentando fingir que está tudo bem, que superamos. Balela. Lá no fundo, bem no fundinho, o coração sangra. E toda noite essa ferida abre um pouco mais.
Meu luto virou doença. Procurei diversos tipos de ajuda. Muitos remédios, alguns mais amargos que a própria dor de estar em luto. E de nada adiantou. Meu coração continuava sangrando por uma escolha que ele mesmo fez anos atrás.
Arrependimento??? Provavelmente!!!
Difícil conviver com a responsabilidade de dar o ponto final numa história que durou tanto tempo e foi tão bonita, me fez tão feliz, tão completa, tão realizada, tão VIVA!!!
Mas quem é capaz de deixar esse mesmo amor que te fez tão feliz agonizando??? Quem teria coragem de deixá-lo morrendo aos poucos só por egoísmo!?!?!
O peso do meu luto foi maior porque foi eu quem deu o tiro de misericórdia....isso gerou algo mil vezes pior que o luto: A CULPA! E assim como fui capaz de exterminar o que me fez tão feliz, fui mais competente ainda em julgar, condenar e aplicar a mim mesma a pior de todas as penas, sentir culpa.
Acho que cansei, não tenho mais força pra sofrer e cumprir essa sentença. Ou melhor, acho que já cumpri o que tinha que cumprir. Certo ou errado, eu paguei minha pena.
E da mesma forma que percebi que tudo isso era luto, também entendi que ele, o luto, havia terminado. E, embora cheia de medo, quero viver esse imenso caminho que se abre na minha cara, como se me dissesse: "vem!!! eu te guio! Não é pior do que esse caminho que trilhou por tanto tempo no meio das sombras".
É o que pretendo fazer agora, com essa tal liberdade, fora das grades. Tal como o detendo que está quites com a Justiça dos homens, estou quites com meu coração. É hora de viver a liberdade. É chegada a hora de amar de novo.
Luto? Quem morreu?
O amor morreu....por muitos anos sofri um luto que parecia não ter mais fim. Acho que não queria aceitar a morte do amor que senti por tantos anos. Talvez fosse como admitir que tudo se foi. Sim, de fato tudo se foi, ficou no passado, é só uma lembrança. Mas há uma lembrança. Por pior que seja sentir saudades, eu tenho do que lembrar, eu vivi aquela história e tudo foi real, foi verdadeiro, intenso, mas morreu.
Sempre tive grande dificuldade em lidar com a morte. Ela é invencível não é mesmo? Ninguém pode com ela. Mas pior não é encarar a D.Morte, pior mesmo é seguir em frente. Quando perdemos um ente querido, por mais que a dor pareça não ter fim, mais cedo ou mais tarde nos conformamos.
É difícil dizer o tempo que leva. E muitas vezes mentimos pra nós mesmos, tentando fingir que está tudo bem, que superamos. Balela. Lá no fundo, bem no fundinho, o coração sangra. E toda noite essa ferida abre um pouco mais.
Meu luto virou doença. Procurei diversos tipos de ajuda. Muitos remédios, alguns mais amargos que a própria dor de estar em luto. E de nada adiantou. Meu coração continuava sangrando por uma escolha que ele mesmo fez anos atrás.
Arrependimento??? Provavelmente!!!
Difícil conviver com a responsabilidade de dar o ponto final numa história que durou tanto tempo e foi tão bonita, me fez tão feliz, tão completa, tão realizada, tão VIVA!!!
Mas quem é capaz de deixar esse mesmo amor que te fez tão feliz agonizando??? Quem teria coragem de deixá-lo morrendo aos poucos só por egoísmo!?!?!
O peso do meu luto foi maior porque foi eu quem deu o tiro de misericórdia....isso gerou algo mil vezes pior que o luto: A CULPA! E assim como fui capaz de exterminar o que me fez tão feliz, fui mais competente ainda em julgar, condenar e aplicar a mim mesma a pior de todas as penas, sentir culpa.
Acho que cansei, não tenho mais força pra sofrer e cumprir essa sentença. Ou melhor, acho que já cumpri o que tinha que cumprir. Certo ou errado, eu paguei minha pena.
E da mesma forma que percebi que tudo isso era luto, também entendi que ele, o luto, havia terminado. E, embora cheia de medo, quero viver esse imenso caminho que se abre na minha cara, como se me dissesse: "vem!!! eu te guio! Não é pior do que esse caminho que trilhou por tanto tempo no meio das sombras".
É o que pretendo fazer agora, com essa tal liberdade, fora das grades. Tal como o detendo que está quites com a Justiça dos homens, estou quites com meu coração. É hora de viver a liberdade. É chegada a hora de amar de novo.
terça-feira, 24 de maio de 2011
FELIZ ANIVERSÁRIO
Hoje, dia 24 de maio, é aniversário de um cara muito especial pra mim.
E como eu sei que ele sempre está de olho no Blog, já me mostrou isso várias vezes, resolvi fazer minha pequena e sincela homenagem por aqui.
Prefiro não dizer o nome. Até porque esse ar de mistério é mais legal, aumenta o ibope do Blog, hehehe. Portanto:
E como eu sei que ele sempre está de olho no Blog, já me mostrou isso várias vezes, resolvi fazer minha pequena e sincela homenagem por aqui.
Prefiro não dizer o nome. Até porque esse ar de mistério é mais legal, aumenta o ibope do Blog, hehehe. Portanto:
FELIZ ANIVERSÁRIO AMIGÃO!!!
Tuuuuuuudo de bom, saúde em primeiro lugar, pois depois dessa minha queda, sei o quanto nosso corpo é frágil...e todas as coisas boas que a gente sempre quer praqueles que amamos.
Parabéns pra você!!!
terça-feira, 17 de maio de 2011
Repouso prolongado
Éh, pelo visto o estrago no meu pé foi um pouquinho maior do que uma simples torçãozinha. Tá bom, nada tão grave assim, mas quando médico retirou a imobilização do meu pé, me asustei, porque ele estava horrível, todo roxo e levemente inchado.
Ops, pelo visto o repouso continuará por mais uma semana. Mas isso também não é o fim do mundo, muito antes pelo contrário. Ficar mais uma semana em casa com o pé pra cima não é nenhum sacrifício.
Mas se o corpo precisa diminuir o ritmo drasticamente, quase 100%, a mente nem tanto e continua inquieta. O jeito então é produzir. Sempre quis escrever minhas histórias de vida de um jeito cômico. Pronto! Tempo de sobra para arregaçar as mangas e começar meu projeto mais abusado. Se bem que isso não quer dizer que será publicado. Não?!?!
Mas além de escrever, fiz uma manta de tricô, pois não teria a menor paciência de tentar nada mais complexo que isso. Até porque me dá sono.Ahh, coloquei a leitura em dia, estou quase terminando o livro Comer, Rezar, Amar e ainda tem outros vários na lista de espera.
E por fim, o que mais fiz e o mais óbvio que faria: sei tudo da programação da TV aberta. O que mais gostei foi a volta do Bob Esponja e dos Pinguins de Madagascar à TV Globinho. Obrigada rede Globo, o horário estava carente de boa programação...eu aaaamo esses desenhos. Agora sim, posso ficar mais um mês, hehehehe, brincadeirinha.
Em compensação, que novelinha bem chata é a tal da Malhação!!! Gente, faz uma semana que os caras falam a mesma coisa. Parece fita engasgada no vídeo cassete, não sai da mesma cena!!!! Affff...
Numa coisa eu acredito sem hesitar: nada acontece por acaso nessa vida. Errar o último degrau daquela escada também não. Eu precisa diminuir meu ritmo e nada melhor que me imobilizar o pé. Tive tempo suficiente nessa semana que passou para rever tudo isso. Terça-feira que vem estarei de volta ao batente, se Deus quiser.
Ops, pelo visto o repouso continuará por mais uma semana. Mas isso também não é o fim do mundo, muito antes pelo contrário. Ficar mais uma semana em casa com o pé pra cima não é nenhum sacrifício.
Mas se o corpo precisa diminuir o ritmo drasticamente, quase 100%, a mente nem tanto e continua inquieta. O jeito então é produzir. Sempre quis escrever minhas histórias de vida de um jeito cômico. Pronto! Tempo de sobra para arregaçar as mangas e começar meu projeto mais abusado. Se bem que isso não quer dizer que será publicado. Não?!?!
Mas além de escrever, fiz uma manta de tricô, pois não teria a menor paciência de tentar nada mais complexo que isso. Até porque me dá sono.Ahh, coloquei a leitura em dia, estou quase terminando o livro Comer, Rezar, Amar e ainda tem outros vários na lista de espera.
E por fim, o que mais fiz e o mais óbvio que faria: sei tudo da programação da TV aberta. O que mais gostei foi a volta do Bob Esponja e dos Pinguins de Madagascar à TV Globinho. Obrigada rede Globo, o horário estava carente de boa programação...eu aaaamo esses desenhos. Agora sim, posso ficar mais um mês, hehehehe, brincadeirinha.
Em compensação, que novelinha bem chata é a tal da Malhação!!! Gente, faz uma semana que os caras falam a mesma coisa. Parece fita engasgada no vídeo cassete, não sai da mesma cena!!!! Affff...
Numa coisa eu acredito sem hesitar: nada acontece por acaso nessa vida. Errar o último degrau daquela escada também não. Eu precisa diminuir meu ritmo e nada melhor que me imobilizar o pé. Tive tempo suficiente nessa semana que passou para rever tudo isso. Terça-feira que vem estarei de volta ao batente, se Deus quiser.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Lesionada e de pata pro ar
Pois é, o dia das mães acabou com desastre...e foi um dia e tanto, pois meu Timão Grêmio ganhou do inter dentro da casa deles, melhor que isso só ganhar semana que vem na nossa casa!!!
Mas dos males o menor, foi só uma entorce, mas como disse o médico: "podia ter sido muito pior, tu teve sorte".
Mas vamos aos fatos, 18:50h do domingo de dia das mães e o último ônibus passava 18:55h. Nem preciso dizer o motivo da queda né:pressa, a inimiga da perfeição e aliada nº 1 das malditas escadas.
Estava descendo uma escadaria com 3 lances, mas foi logo no final do primeiro mesmo. Estava escuro e o que parecia o último degrau na verdade não era. Eis aqui o segundo ato de burrice, o primeiro foi a correria. Mas enfim, eu dei um passo maior que um degrau, achando que era o final da escada...só que não era.
Que sensação horrível é não sentir o chão embaixo dos pés....e o pior é quando vem o tombo. Tchibummmmm.....#($#)$(*&)@*#&)!@@!)#)(#$*(#*$&(@#* foi o que eu disse nesse momento de dor...e o ônibus????
Pois é, terceito ato de burrice. Levantei e tentei pegar o ônibus. Consegui. Mas o certo teria sido voltar e ir direto no pronto socorro médico. Mas achei por bem ir pra minha casa. Aquela velha história: Não foi nada, vai passar! Mas não passou. Pelo contrário, inchou e ficou doendo muito!!!!
Comprei uma pomada pra esses casos e, na farmácia mesmo, já coloquei. Quando cheguei em casa coloquei mais, enfaixei e fiz uma compressa de gelo. E claro, pernas pro ar.
Fui na ortopedia hoje, após o raio X tive a boa notícia da entorce.
Fica a lição: correr pra pegar o ônibus jamais!!! Muito menos ter certeza que o último degrau de uma escada escura é de fato o último. E sempre que possível evitar escadas, eu odeeeeio elas...quando era criança rolei escada abaixo e o medo ficou no subconsciente.
Mas bola pra frente....peraí, bola???? Não, repouso total e pata pro ar....só espero não prejudicar a dança...vai demorar um pouco pra voltar a dançar, mas tudo bem...
Pelo menos agora eu vou ter uma semana pra atualizar o blog, continuar meu livro, e fazer muitas leituras.
Mas dos males o menor, foi só uma entorce, mas como disse o médico: "podia ter sido muito pior, tu teve sorte".
Mas vamos aos fatos, 18:50h do domingo de dia das mães e o último ônibus passava 18:55h. Nem preciso dizer o motivo da queda né:pressa, a inimiga da perfeição e aliada nº 1 das malditas escadas.
Estava descendo uma escadaria com 3 lances, mas foi logo no final do primeiro mesmo. Estava escuro e o que parecia o último degrau na verdade não era. Eis aqui o segundo ato de burrice, o primeiro foi a correria. Mas enfim, eu dei um passo maior que um degrau, achando que era o final da escada...só que não era.
Que sensação horrível é não sentir o chão embaixo dos pés....e o pior é quando vem o tombo. Tchibummmmm.....#($#)$(*&)@*#&)!@@!)#)(#$*(#*$&(@#* foi o que eu disse nesse momento de dor...e o ônibus????
Pois é, terceito ato de burrice. Levantei e tentei pegar o ônibus. Consegui. Mas o certo teria sido voltar e ir direto no pronto socorro médico. Mas achei por bem ir pra minha casa. Aquela velha história: Não foi nada, vai passar! Mas não passou. Pelo contrário, inchou e ficou doendo muito!!!!
Comprei uma pomada pra esses casos e, na farmácia mesmo, já coloquei. Quando cheguei em casa coloquei mais, enfaixei e fiz uma compressa de gelo. E claro, pernas pro ar.
Fui na ortopedia hoje, após o raio X tive a boa notícia da entorce.
Fica a lição: correr pra pegar o ônibus jamais!!! Muito menos ter certeza que o último degrau de uma escada escura é de fato o último. E sempre que possível evitar escadas, eu odeeeeio elas...quando era criança rolei escada abaixo e o medo ficou no subconsciente.
Mas bola pra frente....peraí, bola???? Não, repouso total e pata pro ar....só espero não prejudicar a dança...vai demorar um pouco pra voltar a dançar, mas tudo bem...
Pelo menos agora eu vou ter uma semana pra atualizar o blog, continuar meu livro, e fazer muitas leituras.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Dia Internacional da Dança
Nesta sexta-feira, 29 de abril, é comemorado o Dia Internacional da Dança!!!
Já publiquei um post sobre esse assunto no ano passado, pois, quem me conhece sabe o quanto eu sou apaixonada pela dança. E, modéstia à parte, eu danço bem, talvez seja porque eu gosto, ou será que gosto por que danço bem???
Não sei. Só sei que dançar é bom demais e vicia mais que qualquer droga artificial...sem querer ofender, não estou chamando a dança de droga, mas eu sou testemunha que é um vício maravilhoso de se ter. Se os drogados de todos os tipos soubesse o prazer que é dançar. A endorfina, adrenalina, e todas essas "inas" que tem são liberadas na corrente sanguínea, deixando a gente muuuuuuuuuuuuito feliz.
A todos os dançarinos e dançarinos, sejam eles profissionais ou amadores, um feliz dia da dança...dancem muito, nem que sentados em seus locais de trabalho, mas mantenham a mente conectada ao ritmo do coração.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Feliz Páscoa
Quando Cristo morreu torturado naquela cruz, ele o fez por toda a humanidade, para provar seu infinito amor por todos nós. Por isso, que sua morte não tenha sido em vão, façamos o mesmo uns pelos outros, tá mais que na hora de aprendermos a nos amar como irmãos.
E tá na hora também de renascermos em nós mesmos, virarmos a página e agradecer o sol de cada dia, o ar que respiramos, a vida!! História triste todo mundo tem pra contar...mas é preciso retirar o melhor da situação. De tudo que vivemos, bom ou ruim, há sempre algo a aprender. É nosso dever seguir em frente. Nada nessa vida é por acaso, absolutamente nada.
Tenho certeza de uma coisa: Deus não nos dá uma cruz que não possamos carregar.
Portanto, ao invés de desejar que o coelhinho te traga muitos ovinhos, que te deixarão gorda e cheia de espinhas, desejo que ele te traga renovação interior, como uma folha em branco, para que possas passar tudo a limpo e recomeçar.
É isso que te desejo nessa Páscoa e, acima de tudo, desejo profundamente para mim mesma:
RECOMEÇO!!!
RESSURREIÇÃO EMOCIONAL, PROFISSIONAL, SENTIMENTAL, E QUALQUER OUTRO "AL" QUE FOR NECESSÁRIO PARA NOS TRAZER FELICIDADE....
Era isso que Jesus queria ao se deixar ser preso, torturado, humilhado e cruxificado: que fôssemos felizes!!!!
FELIZ PÁSCOA!
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Divã virtual – O estressado do Orkut
No capítulo de hoje quero compartilhar com vocês um “causo” que considero, no mínimo, bem engraçado!!!
Quem navega pelas redes sociais (orkut, facebook, etc) sabe que, no fundo, tudo não passa de uma grande exposição virtual! É como se fosse um tipo de catálogo virtual de compra e venda, onde o produto é a nossa própria imagem. Well, pelo menos é isso que eu penso né.
A questão é que esse catálogo é visto por milhares de pessoas, pois add (adicionamos) nossos amigos e conhecidos, ou nem tão conhecidos assim, amigos de amigos, e por aí vai. E o que temos é uma extensa lista de amigos. Porém, sabemos que nossa “fotinho do perfil” aparecerá em outras páginas além das de nossos amigos.
E aí começa a exposição maior. Sabe quando tu olha o jornalzinho das Lojas Americanas pra ver as promoções? Ok, talvez a comparação não tenha sido tão boa, mas o que quero dizer é que a gente entra na página de um amigo por motivo nenhum, talvez porque ele colocou uma foto nova ou está de aniversário, então nos deparamos com os amigos dos nossos amigos, bem como um catálogo das Lojas Americanas, à direita do monitor, repleto de outras pessoas que não conhecemos. Alguns despertam a vontade de olhar melhor, ver o que tem a oferecer aquele produto.
E assim começam muitas “novas amizades e contatos". Ahhhh, quem nunca adicionou um estranho ou foi adicionado porque achou interessante que atire o primeiro mouse ...pois sempre há aquele ou aquela que, sem o menor pudor, entra lá e dá um “oi, você sempre tecla por aqui?” hehehehe, na boa, não tem nada de mal, tem??? Sinceramente, não vejo nada demais mesmo em “bisbilhotar” o amigo alheio, muito menos se comunicar com ele. Afinal de contas, é um catálogo!!! É pra ser visto!!! Senão, qual a razão dele existir?E comigo não seria diferente, já add e já me add também, e tentando "tc" com um desses “amigos desconhecidos”, falei sobre suas comunidades (ahhh, eis aqui pano pra manga pra outro post), pra ter o que conversar com o moço. Afinal de contas, gostei do produto :). Inicialmente, até que deu certo, ele respondeu, houve uma conexão. Até que indiquei uma comunidade que havia entrado a pouco sobre quem usa óculos de sol com grau. Ele ficou muito intrigado. Queria saber como eu sabia isso?!?!?! A resposta era bem simples: uma amiga em comum me disse!!! Mas como eu queria esticar o papo, até pra ver que tipo de produto ele era, fiz um pequeno jogo de mistério...pequeno mesmo, com respostas curtas e ainda mais intrigantes. Ok, isso deve ter deixado o moço irritado, mas se fosse o contrário, teria atraído minha curiosidade científica e aí eu investigaria melhor a fonte dessa informação. Vamos deixar bem claro que esse joguinho durou exatamente dois recados e dois dias, pois no terceiro, ao sugerir que falássemos pelo msn, a conversa foi abruptamente deletada e meu perfil excluído da sua nobre lista de amigos.
Essa foi minha reação, caí na risada. Meu Deus, como tem gente estressada nessa rede. E olha que eu me considero um ser bem estressadinho (pra quem não sabe, meu apelido é Mônica, aquela dos quadrinhos, com muito orgulho tá)!!!!
Eu tirei sarro mesmo da situação, tanto que resolvi expô-la aqui para meus amigos leitores – ta bom, me senti agora a blogueira da ZH!!! Ok, ok, o cara tinha todo direito de não dar o msn, de não querer falar comigo, ou o que fosse, livre arbítrio é tudo nessa vida, mas eu achei engraçado. Estou exercitando aqui o meu direito de tirar sarro da situação e, obviamente, dele. Azar, não citei nome mesmo!!!!
Quando falei no post anterior que não era a melhor conselheira sentimental, foi porque não tenho muito sucesso com o público-alvo ultimamente. Esse foi só um pequeno parágrafo de minha imensa histórias de amores fracassados e bizarros. Aliás, essa eu ainda quero escrever, para que outras pessoas além de mim possas dar boas gargalhadas.
Afinal de contas, o que mais se pode fazer a não ser rir disso tudo????
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