domingo, 28 de novembro de 2010

TROPA DE ELITE 3

Essa semana, finalmente, fui assistir ao filme TROPA DE ELITE 2. Não é à toa que já supera Dona Flor e seus 2 maridos em bilheteria.

TROPA DE ELITE 2 é um filme SENSACIONAL! Sem apologias, sem hipocresias, sem deslumbramento. Estou falando de forma bem imparcial mesmo. Fui para o cinema preparada para ver mais um filme de violência, estilo a parte um do mesmo filme. No entanto, fui surpreendida por um filme muito bem feito, de um roteiro fabuloso, que te prende do início ao fim. É de uma inteligência incrível.

O enredo é fictício, mas nos faz pensar por que de fato até agora nada foi feito para combater essa criminalidade notória e conhecida por todos? É polêmico, com certeza. Fiquei me perguntando se os criadores, produtores, diretores e toda equipe envolvida no filme não estão sendo alvo de retalhação ou ameaças? Talvez sim, mas quanto mais brasileiros assistirem esse filme, melhor! Não para dar dinheiro aos produtores, mas para formarem suas próprias opiniões e terem noção do quão mais abaixo é esse enorme buraco. Apesar de fictício, acredito que não está tão longe da verdade.

Wagner Moura está, não tenho nem palavras, sou fã dele há muito tempo, mas ele consegue se superar. Coronel Nascimento é um homem correto, incorruptível, justo, mas paga um preço altíssimo por tudo isso. É um homem triste, solitário, atormentado por exercer sua profissão com dignidade. E a população anseia por profissionais como ele, aliás, a população, sobretudo a do Rio de Janeiro, anseia por paz.

Tem cenas em que vibramos com o personagem, querendo estar lá socando os corruptos que infectam qualquer situação e lugar. Chega parecer aqueles filmes do velho oeste ou da guerra do vietnã, mas como jamais torci pelos americanos, e sim pelos índios, é o nosso filme de guerra, a infeliz guerra civil que vivem os cariocas há anos.

Mas o filme não fica só nas telas do cinema, o Rio de Janeiro, durante essa semana, vive o TROPA DE ELITE 3. Uma verdadeira ação de guerra foi instaurada na Cidade Maravilhosa, ao vivo, em tempo real, 24h na televisão de todos os brasileiros. Não sei exatamente o motivo, mas o Governo do RJ decidiu invadir as favelas e ocupar os locais dominados pelos traficantes há anos. Confesso, esperava um rio de sangue, mas com apoio das forças armadas: Marinha e Exército, e um arsenal de guerra mesmo, mais de duas favelas foram tomadas pela Polícia. A imagem da caveira estampada na TV nos remete à tela de cinema. Gera uma certa confusão na cabeça da gente, é como se estivéssemos vendo um trailer do filme, mas não era, era o noticíario da TV. Surreal? Sim. Graças a Deus.

Estamos esperançosos de ver uma nova realidade para o Rio de Janeiro, para o Brasil. E um novo tempo, agora de paz.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Deixa a chuva cair...que eu quero me molhar

Hoje o dia amanheceu chovendo....e o primeiro pensamento que me veio à mente foi: "que tempo bom pra ficar em casa dormindo!"

Tá, mas passado esse primeiro e instantâneo pensamento, veio outro, agora mais racional que emocional: "Oba!!! Que chuvinha divina!!!"

Após dias de seca e calor é sempre bom para a terra e, consequentemente, para nós essa bênção dos céus, assim como na música de Rui Carlos Ávila: 

"Eu não sei onde ela nasce
Mas pelo verde dos campos
Até parece água benta
Benzendo este pago santo"

E veio em boa hora pra lavar as coisas ruins da alma, reenergizar a mente e nos fazer ver que a vida é assim mesmo, feita de ciclos. Um eterno recomeçar.

E bem nesse espírito é que eu levo a minha vida, se estou na chuva, é pra se molhar, então, deixa a chuva cair, pois eu quero mesmo é me molhar!!!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Um novo refrão

Ainda bem que a vida recomeça a cada amanhecer e com ele nos traz um dia novinho em folha para ser vivido. Parece frase de música romântica né, pois é, mas é a mais pura verdade. Porque se fosse mentira e a gente não tivesse a chance de um novo recomeço a cada dia, eu já teria morrido há muito tempo e diversas vezes.

A vida já me deu muitos golpes, inúmeras rasteiras. E eu caí, sempre caio. Inevitável, sou um mero aprendiz. E ingênua, pois a cada nova oportunidade, eu penso: "agora vai dar certo!".  

Meu Deus!!!! Mas como pensar diferente??? Se eu não acreditar, quem acreditará? Uma hora vai emplacar...e vai ser um gol de placa. E se não for? Que seja apenas gol ora bolas. Só que, infelizmente, acreditar não é o suficiente, não há garantias, pois existe uma goleira, que às vezes se torna minúscula e a bola passa de raspão e sai pra fora. E sabe por quê? Porque não depende só de mim.

E hoje caí de novo, acreditei e não deu certo...éh, gol perdido novamente; e o que seria de mim se não tivesse o amanhã? Desistiria? Talvez! Muitas vezes o juiz apita. Final de jogo. Confesso que dá vontade de desistir mesmo. Mas o que seria de mim sem os sonhos? Sem esperança? Sem a vontade de ver dar certo? Nada, certamente nada. Assim como no futebol, existem outras partidas e o campeonato é a própria vida. Só acaba no final.

Não tem jeito, seguir em frente é a única saída. Ir tocando, crendo que há um sentido maior em tudo que ocorre abaixo do céu. Um propósito maior para tudo que acontece a cada dia, desde uma folha que cai até um grande acontecimento para a humanidade. Das coisas boas, até as nem tão boas assim. O importante é prestar atenção nos sinais e não se deixar levar por ilusões. Ahhh e como é fácil se iludir. Sobretudo para nós mulheres...por que será que insistimos em ver coisas nas entrelinhas que não existem???

Não é diferente na vida de ninguém, muito menos na minha.

Mas amanhã é um novo dia e já dizia o saudoso poeta: "mas é claro que o sol vai voltar amanhã, mais uma vez, eu sei! Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã; espera que o sol já vem!".

A cada refrão componho a canção da minha vida, vivida intensamente, mesmo que de maneira errada. Porque ela é feita de escolhas e nem sempre faço as escolhas certas...Mas é errando que se aprende, não é mesmo? Tô aprendendo (da pior maneira, eu sei), e eis o maior barato dessa viagem. É isso que faz valer a pena. E ainda inspirada no mesmo poeta, meu lema sempre será o mesmo: "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há..."

Contraditório? Tirem suas próprias conclusões. Não estou aqui pra explicar nada. São meus devaneios, lembram? Tal qual outro grande poeta já dizia na música que sempre me consola em momentos como esse:   


Eu desço dessa solidão     
Espalho coisas sobre
Um Chão de Giz
Há meros devaneios tolos
A me torturar
Fotografias recortadas
Em jornais de folhas
Amiúde!

No mais estou indo embora!
No mais estou indo embora!
No mais estou indo embora!
No mais!...

sábado, 20 de novembro de 2010

A dança é a maneira que a alma achou de se expressar através do corpo

Hoje, dia 20 de novembro, é o dia da consciência negra. Confesso que nem tinha pensado em escrever nada, mas pelo amor de Deus, não me acusem de ser racista, longe de mim!!! Jamais!!! É que passei o dia meio devagar mesmo, anestesiada, por vários motivos. Primeiramente, porque passei as últimas semanas a milhão, muita adrenalina, correndo contra o tempo para dar conta de estudar e elaborar tantas coisas, mas ufa, consegui, já estou de férias e bem feliz....
 
Outro motivo é que saí para comemorar essa vitória e ao mesmo tempo extravasar o cansaço, e não tem coisa que eu goste mais numa hora dessas que dançar.


Dançar pra mim é algo tão bom, tão necessário, tão vital, que nem tenho palavras suficientemente capazes de expressar isso...é a melhor terapia, é fundamental como o próprio ar. Então, fomos pro "santo chão", nome que dei ao lugar que mais gosto em Porto Alegre, um lugar divino, com música boa pra dançar, samba rock de ótima qualidade. Lá a festa é sempre garantida, porque se não rolar uma boa cia pra dançar junto, dançar sozinho também é bom demais, só no sapatinho...no melhor estilo samba de roda. E daí me lembrei a data daquela noite, afinal, de onde veio o samba senão das festas dos escravos. E foi de lá também que veio nossa alegria, pois como explicar a alegria daquela gente estando presos a grilhões de ferro e submetidos a cruéis castigos como a chibata?! É a mesma alegria do povo africano!


Mas...a noite de ontem foi além do esperado ou imaginado. Um astral diferente, leve. Parecia uma daquelas casas de praia, tipo as da Guarda. A festa rolava solta até que o Fred soltou um funk.

O quê??????? Funk, no Pé?????

Sim, e se ela dança, eu danço, e todos dançaram alucinadamente. Foi uma espécie de histeria coletiva...quando vi, estavam agarrados numa barra, bete e cafu, quebrando tudo, até o chão. Um grupo de rapazes que estavam perto enlouqueceram e sacudiam-se, freneticamente, de
um jeito que é até difícil descrever, daí, resolveram cercar a bete e quebrar todas, juntos! Até que resolveram levantá-la ao alto...devia ter fotografado aquilo...só não permaneceram assim por mais tempo porque o segurança deu um basta. A questão é que em alguns minutos vi uma cena jamais imaginada de ser vista ali naquele lugar. E ri, ri muito, ri tanto, que até agora, descrevendo o momento, a risada rola solta, pois foi hilário!!! Muito.

E é isso que faz da dança algo sem explicações. Essa força que, simplesmente, nos move!!!



sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O doce sabor da liberdade



Liberdade!!! Impressionante como essa palavra nos reporta a diferentes sensações: seja um casamento que acabou de forma sofrida ou um emprego que te sugou demais em dado momento de sua vida. A questão é que quando acaba, a deliciosa sensação se resume em uma só palavra: LIBERDADE!

Ela tem um preço, sim, claro que tem, como tudo na vida. É a ausência diária daquela pessoa que um dia foi um grande amor em sua vida, ou a nova rotina de poder dormir até dizer chega, sem se preocupar com o horário do cartão ponto e agora sem salário no final do mês.

Enfim, seja o que for, de uma coisa todos têm certeza: é bom ter liberdade.

Me senti assim ontem à noite, quando saí da última apresentação de seminário da faculdade. Fiz meus cálculos, noves fora zero, PASSEI!!!!!!!!!!!!!! Tô livre!!!!!! FÉRIAS!!!!!!!!!!!!!!! Até o semestre que vem é claro.

Mas nas últimas 3 semanas minha frase e rotina era uma só: TENHO QUE ESTUDAR!!!! Já estava chato! Mas era verdade, só pensava nisso, porém de um jeito diferente agora. Como diz o velho ditado: quem é vivo sempre aprende! Aprendi a ter calma, ou confiar, não sei, mas aprendi a fazer uma coisa de cada vez, tipo, não adianta eu pensar no trabalho de fisiologia, se eu tenho a prova de biogeografia antes! Acreditem, consegui e foi ótima a sensação de serenidade que senti. Mas isso não minimiza, em nada, o cansaço que tive. Gente, quem pensa que estudar não cansa, é porque não estuda. Não estou falando de ir na aula, fazer a prova, estou falando de estudar mesmo, de aprender. Eu aprendi a estudar depois de burra-velha, antes tarde do que nunca né!!! Demorou (em tom de vaquinha do comercial do zaffari).
Não basta ler e reler o conteúdo, tem que ter entrega (como tudo na vida né), dedicação, botar a massa cinzenta pra funcionar mesmo e acreditem: isso caaaaaansa!!!! Muito....e agora, que acabou, é assim que me sinto: LIVRE!!!

Portanto, um brinde à liberdade!!!! Porque hoje eu vou comemorar, e em tom de samba: "hoje eu vou tomar um porre, não me socorre, que eu tô feliz, la laiala.....!"""""

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Sexo frágil que nada!!!!

Estes dias, num papo informal com meu colega/amigo, falávamos de trivialidades do lar, como trocar o gás ou uma lâmpada e rimos quando outro colega falou que teve dificuldades para trocar a resistência de um chuveiro. Como diz um velho ditado, a boca fala, o xx paga, hehehehe.

Pois é, eu achava muito simples mesmo, até o chuveiro inteiro eu já troquei tempos atrás. Pois bem, mas hoje chegou minha vez de pagar mico. Pagar mico??? Sim, a resistência do meu chuveiro estragou. Ahhh, moleza!!! Ahã, gente, diria que foi uma luta, de pelo menos uns 4 ou 5 rounds.

Na boa, eu vivia dizendo que trocar resistência de chuveiro era como trocar uma lâmpada. Sim!!! Dizia mesmo!!! Até o dia de hoje! Ou melhor, até conhecer a resistência da Lorenzetti. Não, por que a
 Corona é simples mesmo, como uma lâmpada, mas a Lorenzetti...fala sério!!! Foi inspirada na década de 20, em que a mulher jamais chegaria perto de uma resistência de chuveiro, quiçá pensar em trocá-la!!! Hummmm, será que existia isso na década de 20???

Well, mas voltando ao assunto, eu tenho 1.63m de altura e meu chuveiro 2.0m, já começa por aí a desvantagem, mas tudo bem eu sou valente. Peguei uma cadeira (pois é, não tenho escada, 2ª desvantagem pra mim), mas ainda sou valente. Lá fui eu, após desligar o disjuntor, é claro, pegar minha caixinha de ferramentas...sim, eu tenho uma...e vamos lá.

PRIMEIRO ROUND  - Ok, não é difícil, basta desenroscar a tampa
do chuveiro, tirar um compartimento e trocar as resistência, certo? ERRADO! A luta começou, e só aqui foram uns 3 rounds pelo menos, tentando desenroscar a maldita tampa. Vem cá, quem fez isso estava pensando em uma queda de braço? Jesus Cristo, o negócio parecia lacrado!

SEGUNDO ROUND  - Juro que tentei, mas não havia força nos meus braços pra destrancar aquilo. Não podia estar tão apertado assim!!! Pior, podia sim....e estava!!! Ahhh, mas eu não desisto, tentei de todas as maneiras, 10 x 0 pra ele...juro que se pudesse quebrava aquilo no meio, mas eu não poderia arriscar ficar sem chuveiro. Aihhhh que ódio!!!!Aih que falta faz um homem dentro de casa!!!! hahahahaha. E por falar em homem, tive um lampejo de ideia: pedir ajuda ao vizinho.

NUNCA, JAMAIS!!!!

Essa briga é minha e vou vencer, custe o que custar. Nem que tenha que comprar outro chuveiro e chamar alguém pra instalar. É questão de honra.

TERCEIRO ROUND - consegui tirar a maldita tampa. Eu não disse que conseguiria??!!

QUARTO ROUND - agora é barbada, basta tirar uma e colocar outra. Certo? ERRADO DE NOVO! Tirar até que foi fácil, ela tava quebrada mesmo, caiu sozinha. Mas quem disse que a outra entrou assim, facilmente, de boa vontade???

Eu acho que o dono da Lorenzetti é recalcado com as mulheres que são independentes como eu. Que isso!!! Fizeram tudo pra complicar...mas...

QUINTO E ÚLTIMO ROUND - troquei a bendita resistência, aliás, acho que agora entendi o nome dessa peça, porque foi o que ela mais fez hoje: resistir. Mas enfim, troquei tudo, segui os procedimentos de praxe, deu tudo certo. Até porque comigo é assim depois que boto uma coisa na minha cabeça, eu vou até o fim.

Mulher macho???? Claro que não! Fui correndo passar um creminho nas mãos pra não ressecar a pele. hehehe. Mas com certeza essa história de sexo frágil não cola, pelo menos pra mim. E sei o preço que pago por ser tão independente: assusto os homens que estão acostumados a mulheres frágeis. Tudo bem, nem tudo é perfeito né...olha o maldito chuveiro!!! hahahahaha

sábado, 6 de novembro de 2010

Meu Velho Moletom

Quem não tem um moletom velho em casa que atire a primeira pedra!!!!Não adianta, a gente pode comprar um casaco novinho em folha, lindão, da hora, mas jamais será tão confortável quanto o velho e bom amigo moletom. Eu tenho o meu, claro que sim. Aliás, sonho de consumo realizado: moletom três número maiores, canguru, com capuz e cinza.

Eu amo meu moletom velho, e sabe por quê? Porque quando o visto me sinto em casa. Taí uma descrição maluca, porém muito apropriada: se sentir em casa dentro de uma roupa. Enfim, final de semana infurnada dentro de casa pra estudar, ou eu fico de pijama mesmo, sim o dia todo, ou eu coloco a roupa mais fuleira que tiver e quando começar a esfriar um pouquinho, pulo pra dentro do meu moletom cinza.

Final de semestre chegou e trouxe consigo uma penca de provas, trabalhos, relatórios e tudo que os professores tiverem na cabeça pra se vingar de nós pobres alunos num final de semestre. Resultado disso: perda total do final de semana. A janela pra rua é o computador, só através dele saberei notícias lá de fora. Mas, eu sobrevivo, é sempre assim, semestre após semestre.

São exatamente 1:19h da madrugada de domingo, acabei de terminar um relatório imenso, a cama me chama incansavelmente, o Serjinho disputa minha atenção no Altas Horas e quem levou vantagem foi o Blog, pois quando pensei em tirar meu moletom pra vestir o pijama (éh, hoje eu não passei o dia de pijama, tinha que chamar telentrega de gás e água, acho que não seria uma boa ideia receber o entregador nesses trajes né). Mas como eu ia dizendo, deu uma pena ter que tirar meu casaquinho querido, que me aqueceu desde que a tarde se foi....mas a sedução da cama foi mais convincente e aos braços dela vou me entregar. Amanhã tem tuuuuuuuuuuudo de novo, vários artigos pra ler e muito conteúdo pra estudar, afinal, eu sou brasileira né, deixei pra estudar na última hora, não posso nem perder tempo reclamando....zzzz, até porque o sono pegou....

terça-feira, 2 de novembro de 2010

No dia dos mortos, eu acabo pensando nos vivos

Começo a escrever esse texto ainda com um nó na garganta após assistir uma matéria do Jornal do Almoço sobre como encarar a morte, em que até a apresentadora Rosane Marchetti não conteve as lágrimas. Eis um assunto complicado de ser abordado, inclusive para os espíritas, como eu. Afinal, embora a gente aceite a vida após a morte, a saudade é muito grande, o não poder tocar, abraçar, ter por perto aquele que se foi dói demais. A gente sabe que continua, mas o reencontro pode demorar muito tempo.

Na matéria apareceram duas pacientes terminais de câncer do Hospital de Clínicas, falando de como é ter a morte tão perto, já que não existe mais tratamento para sua doença. É horrível, emocionante, mas talvez seja uma maneira de dar mais valor à vida, aos que amamos e se preparar para essa passagem tão difícil pra quem vai e talvez, ainda pior pra quem fica.

Fiquei pensando no quanto reclamamos de coisas pequenas, como a falta de dinheiro ou de tempo, de coisas bobas que aumentamos exageradamente. A vida é tão curta, realmente o tempo é curto, passa voando, mas a qualidade com que vivemos a nossa vida é que faz a diferença. Ter saúde é algo que só damos valor quando perdemos. Eu mesma, desde metade do ano estou em volta com médicos e exames, mas com a graça do Bom Deus, tem remédio, tem tratamento, estou seguindo, me reeducando na alimentação, infelizmente tendo que deixar de beber aquela cervejinha gelada, ainda mais agora com o verão chegando. E a comida chinesa, que eu amo, nem pensar, dois dias passando mal. Mas como eu disse, tem saída, tem solução. Parece sacrifício, mas não é, pois quantos doentes daqueles da reportagem adorariam estar no meu lugar???

Fiquei pensando também nos vivos, como disse no título. Por que deixamos de dizer às pessoas que amamos que as amamos!!! Não sei dizer por que travamos quando o verbo é amar!?!? Existe um tabu em cima da frase: "eu te amo". Mas qual sentimento existe em uma amizade verdadeira ou entre familiares que não seja o AMOR. E como existem diferentes formas de amar, acredito que a amizade é a maneira mais gostosa de amar. Amigos se aceitam como são, não tem frescura, até tem cobrança, mas não prende, não escravisa. Também existe ciúmes entre amigos, mas muito mais leve e sabe por quê? Porque entre amigos não tem medo de perder! Pelo menos é o que eu penso. Amigos podem até ficar sem se falar por muito tempo, porque estão muito longe ou até muito perto, mas isso não enfraquece a amizade, mesmo que outros amigos entrem em nossas vidas.
 
Nesse dia de lembrar nossos entes queridos que já se foram, fica a saudade e vai o meu carinho, como no livro Violetas na Janela; mas, acima de tudo, espero sempre poder dizer o quanto amo meus amigos e meus familiares que ainda estão nesse plano.