domingo, 26 de junho de 2011

O velho e bom flerte

Antigamente, muito antigamente, os casais se formavam de uma maneira tão inocente, que nos dias de hoje os jovens dariam boas risadas só de pensar em usar tais meios. Estou me referindo aos códigos de flertes utilizados por nossos avós.

Sim!!! Estou falando de muitas décadas atrás, século passado!

Se um rapaz se interessasse por uma moça, ele a flertava com doçura no olhar. Se fosse mais ousado, levantava o chapéu, um sinal de "oi, estou interessado em você!". E a moça? A moça dava um sorrisinho maroto e baixava o olhar logo em seguida. Isso estava implícito que ela o aprovara.

Pronto, estava dado o ponta pé inicial para uma aproximação maior. Mas não pensem que ficaria só nisso. Não, não! Em pouco tempo o rapaz deveria procurar a família da moça e pedir-lhe em namoro, oficialmente, ao pai dela. E era sua obrigação apresentar claramente à família suas reais intenções com aquela menina. Afinal, ela era uma moça de família e ninguém desejaria que ela ficasse mal falada na sociedade. Moça séria namora em casa, não na rua.

A partir daí começaria a melhor coisa de suas vidas: o namoro. E não estamos falando aqui de certas liberdades que estamos acostumados em nosso tempo. O namoro daquela época era vigiado. Digo mais: fortemente vigiado. Pegar na mão da menina??? Só se tivessem marcado a data do casamento.

A gurizada de hoje pode achar tudo isso muito engraçado, ultrapassado e careta. Éh, de certa forma até é mesmo. Mas o que perdeu totalmente a graça nos dias atuais é a falta daquele cuidado, daquele carinho e daquela delicadeza que os casais tinham naquela época. Ok, hoje temos liberdade que nossas avós não tinham. Entretanto, o preço que pagamos por essa liberdade foi alto demais.

Perdemos o verdadeiro sentido do amor: o cuidar do ser amado. Tudo é muito fulgaz. Me arrisco, inclusive, a dizer que é muito vazio. Hoje em dia moças e rapazes se procuram nas baladas. Eles se olham, trocam alguns sorrisos e, em segundos, o cara está ali, ao lado da guria com um papo furado qualquer ao pé do seu ouvido, só pra não "chegar-chegando" (afinal, ele tem educação não é mesmo?), e não dou 20  minutos para eles se entregarem num beijo cinematográfico que nem no Corujão iria ao ar. Acho que exagerei né...5 minutos e olhe lá.

Moralista eu? Nem tanto. Mas as relações modernas estão vazias sim. Podem criticar, mas por favor, me convençam que estou errada ou exagerando. Não quero que os tempos da minha vó voltem, mas quero um pouco mais de ternura.

Estes dias li que a movimentação planetária influencia até nisso, na vida afetiva coletiva. Vivemos a Era da Tecnologia e o culpado por isso é o planeta Netuno, que estacionou no signo de Aquário desde 1998. Tá bom, foi ótimo para a evolução dos aparelhos celulares, dos computadores e, claro, da internet (sem a qual eu não teria um blog), mas foi péssimo para os relacionamentos humanos, parece uma espécie de fobia a se relacionar. Exagero talvez, mas explica pra sua avó o que significa "ficar".  A propósito, tenta explicar pra si mesmo. Mas com a graça de Deus Netuno está se mexendo e, em breve, ele vai rumar para o signo de Peixes (o signo da amorosidade).  E alguém aqui sabe o que isso significa? Que a emoção está de volta e de quebra, o romantismo também. É o fim da era do ficar.

 
É uma luz no fim desse enorme túnel. Esperança para muitos valores que estavam perdidos e fazem muita falta, até mesmo para quem nem os conhece. Talvez existam mais pessoas do que eu sedentas de sentimento, envolvimento, cumplicidade e paixão. Apaixonar-se é um risco pelo qual vale a pena se arriscar. Chega de tanto individualismo e racionalidade. Vamos viver a era do Romantismo de coração aberto. Arrisque-se, entregue-se, pode dar certo.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

24 de junho é dia de São João

 Reza a lenda que São João era um santo muito festeiro, por isso, o mês de seu nascimento é comemorado no mundo todo. São as festas juninas.

A questão é que nessa época do ano é muito bom comer todas essas delícias que estão relacionadas às festas juninas. Pé-de-moleque, pipoca, quentão, rapadura, paçoquinha, puxa-puxa, etc...tem muiiiiiiiiiiiita coisa boa. E para os grandinhos, quentão!!!!

Como dizem os mineiros: É bão dimais sôh!!!!

Então, vamo dança quadria uai....

Que o momento seja quente em todos os corações...nem que seja por um minuto, vamos esquecer os problemas, sorrindo e curtindo os amigos.

Depois a gente pensa nos problemas...ou nem volta a pensar, afinal: se tiver solução, não precisa pensar e se não tiver, de que adianta esquentar a cuca desse jeito. Coloca um gorrinho que esquenta melhor, hahahahaha

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Por quanto tempo ficamos em luto?

Há alguns dias atrás descobri o que até agora nenhuma psicóloga, psiquiatra, xamã, feiticeiro ou qualquer coisa do tipo jamais descobriu: Meu coração estava em luto! Foi algo muito claro, quase que ouvi Deus me dizendo: "Sai desse luto minha filha!"

Luto? Quem morreu?

O amor morreu....por muitos anos sofri um luto que parecia não ter mais fim. Acho que não queria aceitar a morte do amor que senti por tantos anos. Talvez fosse como admitir que tudo se foi. Sim, de fato tudo se foi, ficou  no passado, é só uma lembrança. Mas há uma lembrança. Por pior que seja sentir saudades, eu tenho do que lembrar, eu vivi aquela história e tudo foi real, foi verdadeiro, intenso, mas morreu.

Sempre tive grande dificuldade em lidar com a morte. Ela é invencível não é mesmo? Ninguém pode com ela. Mas pior não é encarar a D.Morte, pior mesmo é seguir em frente. Quando perdemos um ente querido, por mais que a dor pareça não ter fim, mais cedo ou mais tarde nos conformamos.

É difícil dizer o tempo que leva. E muitas vezes mentimos pra nós mesmos, tentando fingir que está tudo bem, que superamos. Balela. Lá no fundo, bem no fundinho, o coração sangra. E toda noite essa ferida abre um pouco mais.

Meu luto virou doença. Procurei diversos tipos de ajuda. Muitos remédios, alguns mais amargos que a própria dor de estar em luto. E de nada adiantou. Meu coração continuava sangrando por uma escolha que ele mesmo fez anos atrás.

Arrependimento??? Provavelmente!!!

Difícil conviver com a responsabilidade de dar o ponto final numa história que durou tanto tempo e foi tão bonita, me fez tão feliz, tão completa, tão realizada, tão VIVA!!!

Mas quem é capaz de deixar esse mesmo amor que te fez tão feliz agonizando??? Quem teria coragem de deixá-lo morrendo aos poucos só por egoísmo!?!?!

O peso do meu luto foi maior porque foi eu quem deu o tiro de misericórdia....isso gerou algo mil vezes pior que o luto: A CULPA! E assim como fui capaz de exterminar o que me fez tão feliz, fui mais competente ainda em julgar, condenar e aplicar a mim mesma a pior de todas as penas, sentir culpa.

Acho que cansei, não tenho mais força pra sofrer e cumprir essa sentença. Ou melhor, acho que já cumpri o que tinha que cumprir. Certo ou errado, eu paguei minha pena.

E da mesma forma que percebi que tudo isso era luto, também entendi que ele, o luto, havia terminado. E, embora cheia de medo, quero viver esse imenso caminho que se abre na minha cara, como se me dissesse: "vem!!! eu te guio! Não é pior do que esse caminho que trilhou por tanto tempo no meio das sombras".

É o que pretendo fazer agora, com essa tal liberdade, fora das grades. Tal como o detendo que está quites com a Justiça dos homens, estou quites com meu coração. É hora de viver a liberdade. É chegada a hora de amar de novo.