Sempre tive, no mais íntimo do meu ser, uma imensa alegria de viver que nem sei explicar de onde vem. É meu, tá no DNA de Cristina Tavares. Minha essência é feliz. Mas não pensem que nunca fico triste. Absolutamente. Fico triste sim, mas logo em seguida opto por sorrir novamente. Já chorei tanto nessa vida, que se o organismo não repusesse o líquido perdido já teria morrido por desidratação. Já sofri muito e desde muito cedo. Sofrimentos que foram desde abalos familiares profundos, até perdas amorosas aparentemente incuráveis, mas que com o tempo sempre se curam.
Sofrer sempre me fez crescer, mas só percebe isso quem quer crescer como ser humano e evoluir como espírito. Por muito pouco ou quase nada tem gente que passa uma vida inteira choramingando e se sentindo vítima de tudo e de todos. O eterno coitadinho (ou coitadinha, claro) sabe?!. Eu acho graça das minhas desgraças, faço piada sempre que possível de tudo...quer um exemplo? Há cerca de 3 meses atrás caí de uma escada e rompi os ligamentos do pé, doeu muito, demais da conta e olha que sou bem resistente à dor, não reclamo por qualquer depilaçãozinha (risos), mas nesse dia senti muita dor (não desejo a ninguém). A recuperação é lenta e longa. Um bom exercício de paciência. Mas apesar de tudo, agora eu vejo que tudo isso teve um lado bom: agora que meu pé está torto será muito mais fácil encontrar meu chinelo velho.
Estou completando 36 anos nesse dia 28 de julho e, acreditem, até hoje nunca tive uma crise de idade ou coisa parecida. Talvez esteja ficando um pouco preocupada com o tal relógio biológico, mas a medicina avançou muito nas últimas décadas e ter um filho após os 40 anos já não é tão perigoso assim. Sem contar que sempre fui adepta à adoção. Portanto, o projeto “ser mãe” ainda pode ser efetivado. Pois além de querer ser mãe (coisa inimaginável por mim há alguns anos atrás), eu quero constituir uma família. Afinal de contas, ser mãe é fácil, preciso muito pouco de um homem, o resto é comigo mesmo. Mas eu quero mais, eu sempre quero mais; e quero criar um filho num ambiente de muito amor. Utopia? Não. Eu acredito que isso é possível quando duas pessoas maduras querem a mesma coisa. E sei que conquistamos tudo quando acreditamos: isso se chama FÉ. O mundo é muito egoísta, eu sei. Porém o amor de um filho derruba parte ou todo esse sentimento feio e solitário que só faz afastar os seres humanos uns dos outros.
Outra coisa que eu estou muito mais contente hoje em dia é com relação ao meu corpo. Toda mulher é neurótica com dieta, medidas, peso, pneusinho, culote, CELULITE !!!!!!!!!(aaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhh - ataque histérico). Esse nome causa verdadeiro desespero entre a classe feminina...e não adianta vocês homens dizerem que isso não tem importância para vocês. TEM SIM - para nós mulheres!!!! Nós sabemos que essa preocupação toda com beleza externa é para as outras mulheres. Claro que sabemos, é o nosso instinto competitivo oras. Mas o que eu percebo nesse 36º ano de vida é que agora não me estresso mais com isso tudo...estou feliz com meu corpo, jamais quis ser modelo ou manequim!!! Obviamente quero voltar a malhar, mas principalmente por motivos de saúde.
barco, uma pessoa que vamos conhecer, não importa. O que vale mesmo é se sentir assim: VIVO. Que os obstáculos sejam superáveis, pois se não forem eu darei um jeito de contorná-los. Ficar parada olhando para eles é que não vou. A vida é isso: é simplesmente viver! Simples assim...óbvio demais. Talvez seja por isso que tantas pessoas não saibam curtir a vida, porque elas não a entendem e preferem complicar, sofrer, espernear e ser infeliz. Mas...é o caminhar de cada um. Sempre que eu puder ajudar a mudar essa visão estarei tentando, nem que seja apenas sendo EU....ahhh, e por sinal VIVA EU, FELIZ ANIVERSÁRIO PARA MIM!!!! EHHHHHHHH
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