segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Mais um aniversário

A era dos virginianos começou. Esses seres afixionados por perfeição! Há quem diga que são chatos, perfeccionistas, detalhistas demais, mas acreditem, eles também os são consigo mesmo; porém os acho magnifícos. E digo mais: são incompreendidos. Ok, são exigentes demais, sim eu sei, mas não o fazem por mal, mas porque querem ver tudo funcionando bem certinho, redondinho, no eixo.

Adoro os virginianos...acho que se metade das pessoas se preocupassem mais em fazer direito o que fazem, não teríamos tantas coisas erradas nesse país.

Dessa vez não vou me prolongar muito, pois o objetivo desse post é prestar minha humilde e singela homenagem a um desses virginianos, ou melhor, uma virginiana, conselheira sempre disposta, amiga leal e cheeeeeeeeeeeeia de paciência. Melhor dizendo: perfeita paciência.

FELIZ ANIVERSÁRIO MAG!!!!!!!!!!!

PARABÉNS PRA VOCÊ NESSA DATA QUERIDA, MUITAS FELICIDADES, MUITOS ANOS DE VIDA....

e que possamos comemorar muitas vezes mais essa data tão especial que é o teu aniversário! É o ano novo pessoal, dia de festa!!!!!!!!!!!!!!

sábado, 27 de agosto de 2011

Ter amigos é tudo de bom

Esse título parece frase de redação de criança com 7 anos quando volta das férias, mas convenhamos, é tudo de bom mesmo, a qualquer idade.

Acabei de chegar de uma comemoração de aniversário de uma grande amiga. Sabe aqueles encontros que a gente fica a noite inteira dando risada e tirando sarro uns dos outros? Foi assim. Mas sabe o que isso tem de tão interessante? É que fora a Vivian, a aniversariante, só conhecia o Rafa e mesmo assim o entrosamento rolou tranquilo. Das duas uma, ou sou muito cara-de-pau, ou o pessoal é muito gente fina mesmo, pois me senti muito à vontade entre eles. Claro que é a segunda opção. Cara-de-pau eu???? Imagina, que absurdo!!! Na boa, o pessoal é dez mesmo.

Semana passada participei de uma surpresa digna de grandes amigos. Era aniversário do Dilan, nosso grande amigo Dilan e sua adorável esposa Val teve essa ideia genial de fazer-lhe uma surpresa. Antes deixem-me explicar que estou me referindo a um grupo de amigos que se conhecem desde o 2º grau, nos velhos tempos do Colégio Parobé, 20 anos de amizade.

Aos pouco foram chegando os convidados. Ele não desconfiou de nada, nada mesmo. Tive que entrar pelos fundos do prédio, pois ele estava no estacionamento, que fica na frente do salão de festas. Emocionante. Depois disso ele subiu e foi tirar uma sonequinha. Daí sim, nos escondemos no salão conforme o povo ia chegando. Difícil foi segurar as crianças lá dentro, pois cada vez que a porta se abria com a chegada de mais um grupo, era aquela correria na rua. Sorte a nossa que a sonequinha do nosso amigo foi pesada, kkkkkkk.

Ok, tudo pronto, todos presentes, inclusive crianças presas no salão. Agora é só achar um jeito de chamar o aniversariante para o local da festa-surpresa....sem levantar suspeitas.

E a ideia foi sinistra...vamos deixar bem claro que foi autoria da Val!!! Ela ligou para ele e disse que haviam batido em seu carro. Bahhhh....isso não se faz; ele desceu aluscinado ou seria melhor dizer atortoado? No entanto, a surpresa foi dupla: além de seu carro estar intacto, tinha um povo no estacionamento cantando "parabéns pra você nessa data querida"! Hehehehehe, pena ninguém ter fotografado a cara de espanto dele!!!!! Porque foi sensacional.

Surpresas boas assim todo mundo merece. E quando digo que amigos são tudo de bom é porque são mesmo. Quem não tem amigos nessa vida, definitivamente, não existe nesse mundo...sério!!! Os amigos são o apoio nas horas difíceis, mesmo sem dizer nada, só ouvindo e são também a alegria de uma surpresa como essa. E quando a amizade é verdadeira, incondicional, não importam as diferenças, ou a distãncia, ou mesmo que se encontrem poucas vezes no ano, como nos encontros de final de ano da turma de 1992. Quando se encontram o tempo é precioso demais para disperdiçar com coisas pequenas ou bobagens. Só o que importa é matar a saudade e aproveitar ao máximo.


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Tentando ter uma vida mais leve

Vou falar logo de cara para que não se decepcionem lá no meio do texto: não se trata de nenhuma dieta milagrosa para perder 10 kg em 5 dias, dicas de fitness que aumentam em 1000% seu bumbum ou a última técnica para ter uma barriga de tanquinho. Estou falando de levar uma vida mais leve, no sentido de viver com qualidade e sem estresse, com mais sossego.

Estou lendo um livro maravilhoso, A arte de ser leve, de Leila Ferreira. Fiquei sabendo dessa obra numa reportagem que vi num jornal aqui do Sul. Foi aquelas coisas que alguns chamam de coincidências da vida. Eu tava numa fase híper estressante de minha vida e uma grande amiga separou aquele caderno pra eu ler. BINGO! Era mesmo o que eu precisava e não perdi tempo, comprei o livro na mesma semana. No entanto, eu ainda não o terminei.

Sou louca por livros, tenho fome de livros e todos que me agradam muito, como esse, eu procuro comprar o mais breve possível e já saio lendo da livraria; porém, não tenho essa mesma voracidade para terminá-los. Eis um terrível defeito que tenho: não consigo terminar os livros que começo. Mas esse ano estou dando jeito nisso...

A arte de ser leve, entretanto, prega justamente isso: ser leve! Chega de estresse e de coisas que fazemos por obrigação. Merecemos uma vida mais simples e descomplicada. Tenho certeza que é por isso que, no caso desse livro, eu estou lendo em doses homeopáticas, degustando vagarosamente cada capítulo, sem aquela pressa que nos derrota diariamente. Não percebemos, ou sim e não lutamos contra, mas vivemos numa velocidade tão alta que nem radar conseguiria medir. E para que tudo isso? Para aproveitar melhor o dia? Distribuir o tempo? Acho que não. Isso tudo só serve para uma coisa: nos enlouquecer!

Exagero? Não! Verdade absoluta. Nunca vi tempos tão difíceis como agora. Já passei por tantas peleias nessa minha modesta vidinha, mas a coisa tá feia pra todo mundo. E pior, tudo é culpa do tal do estresse. Balela!!!! Estresse cansa e atrapalha mesmo, mas o buraco é mais embaixo, é uma tensão existencial tão forte que nem percebemos sua influência, daí colocamos a culpa no trânsito, no trabalho, nos relacionamentos ou na falta deles. Mas no fundo, no fundo, parece que falta sentido de vida. Ok, falo por mim. Eu sei o que quero da minha vida, mas a espera destrói qualquer paciência budista. O detalhe é que não sou budista, tampouco sei meditar e no meio dessa loucurada toda inviável tentar começar agora.

Quando eu era criança não percebia essa angústia em meus pais, tios e primos mais velhos. Talvez ela sempre tenha existido, mas creio que de forma mais suave. A tecnologia que nos deu tantas possibilidades de comunicação, nos conectou com o Mundo, também nos escravizou. Se esquecemos o celular em casa parece ser o fim do mundo. Nem telefone fixo eu tinha em casa quando era pequena. A preocupação de minha mãe era que eu comece a comida toda. Hoje em dia eu como tudo e quero mais...isso se chama angústia. Eu passo o dia todo com o Outlook aberto e de olho se a cartinha aparece no canto direito da tela. Se o assunto é bom, legal; se é chatisse, afff, deleto e nem leio...mas se não chega nada, JESUS CRISTO, ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me manda um emailzinho!!! Ontem no almoço presenciei uma cena que me chocou: uma moça digitando em ritmo frenético em seu tablet, até aí tudo bem, o detalhe é que entre ela e o aparelhinho estava um prato cheio de comida, que ela devorava entre uma digitação e outra.

Onde vamos parar hein? Eu tenho medo do futuro. Mas por outro lado, fico feliz de perceber isso agora, no presente e poder buscar ajuda, que vão dos florais até livros de auto-ajuda ou uma cervejinha bem gelada em boa cia. Ou até mesmo digitando texto no meu blog. Acreditem, isso me distrai de um jeito que virou até terapia. Não me importam os rótulos, eu quero me livrar conscientemente das angústias que, vez ou outra, insistem em me atormentar e tornar a vida mais densa e pesada.

Quero uma vida mais leve.


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Dividindo o pão? Não!!! As nozes...

Por volta dos 10 anos, minha mãe me levou à Paróquia da cidade e me matriculou no curso de Catequese, já que toda criança "tem" que fazer. Uauuuuu!!! Aquilo me causou uma emoção indescritível, pois eu teria a liberdade de ir sozinha às aulas toda semana.

Na cidade que eu morava quando era criança, dificilmente se usava o transporte público para esses deslocamentos. Tudo era relativamente próximo. Eu tinha a opção de ir de bici (bicicleta), ou a pé mesmo - o que eu achava mais interessante porque aproveitava para observar tudo: lojas, pessoas, vitrines, tuuudo.

Então toda semana eu ia para minha aula de Catequese. Impressionante, mas lembro o nome da professora: Maura! Como pode né?!Não demorou muito para aquela turma se entrosar e formar uma gangue. No bom sentido é claro!

Logo, ir para essas aulas se tornou o evento da semana para mim, creio que para os outros também. Chegávamos mais cedo para brincar no pátio da Igreja, que era imenso. E foram meses desses encontros semanais. Lembro que após o Dia das Mães, o parquinho que sempre ia na cidade, acabou deixando para trás um de seus brinquedos. Pra quê!!!! Aquilo foi a sensação da criançada. Era um tipo de balancinho gigante, mas os meninos puxavam com toda força e depois pulavam em cima e todos se rodopiavam antes da aula.

Tinha um Padre muito legal. Ele era jovem e muito amigão da turminha. Eu adorava o Padre Geraldo...e logo depois, ou antes, agora não lembro ao certo, tinha uma novela que o Nuno Leal Maia fingia ser padre e era chamado de Padre Garotão. Ele brincava com a gente, dando um empurrãozinho lomba abaixo nos papelões. Adorávamos aquilo. Ou arriscava jogar uma bolinha com os guris. Bolinha porque ele não jogava pra valer, nem um jogo inteiro. Mas ele sempre fazia questão de compartilhar alguns minutos do seu tempo com aquela gurizada faceira que iniciava a vida dentro do ambiente católico.

Porém, sempre há um porém, existia outro padre na Igreja, o titular do posto. E óbvio que ele era um rabugento, senão essa história não teria a menor razão de ser contada aqui. Ele tinha uma cara sisuda, sempre fechada. Parecia que tinha um espinho cravado no pé o tempo todo. Para uma criança isso é sinônimo de "chatice". Me perdoem os tímidos, mais sérios ou que detestam crianças, mas esse padre não era pessoa muito querida por nós. E ele também fazia por merecer nossa, digamos assim, antipatia infantil.

Lembro de um episódio que marcou muito essa época de minha vida. No fundo do pátio da Igreja, na frente da sala de aula, havia um pé de nogueira recheado de nozes. Era uma árvore majestosa, linda e enorme. E num bando de crianças juntas sempre tem um líder para dar ideias né, rssssss. E uma dessas ideias era atirar pedras ou pedaços de madeira e galhos que arrancassem da árvore seus deliciosos frutos. A bagunça era geral. Aquela algazarra obviamente.

Certa tarde, o padre ranzinzo chegou bem na hora da folia. Pra quê?! Ele mandou todos se sentarem numa muretinha que tinha e foi, um por um, perguntando se estava arrancando frutos da árvore. E todos responderam que sim. Daí ele nos deu um sermão (extra né, porque também fazia isso nas missas de domingo), eis uma coisa que sempre questionei: por que eu tinha que ir na missa todo domingo pra ser xingada??? Mas voltando ao extra daquela tarde, ele disse que não deveríamos ter aquele comportamento de marginais. Pára tudo!!! Marginais????? Agora ele pegou pesado, muito pesado. E juro, foi o que ele disse. E mais, nos proibiu de chegar perto daquela nogueira.

A indignação foi geral e até hoje lembro da minha nobre constatação: "se Jesus mandou a gente dividir o pão, por que esse padre não podia dividir a noz com seus pequeninos irmãos???".
Nem preciso dizer que rezei muito a Deus para que ele não fizesse nossa Primeira Comunhão. E acho que Deus também não gostou da atitude daquele obreiro, pois foi celebrada pelo Padre Garotão, digo, Geraldo.

Final da história.
Amém.