terça-feira, 9 de outubro de 2012

Naufrágio emocional

Quem se atreveria a dizer que não tem medo de se afogar. Acredito que qualquer ser humano morre de medo de naufragar e ficar à deriva, pois teria medo de morrer afogado.

Tá certo que vivemos em terra firme, pés bem fincados ao chão e pensar em alto mar é meio sem propósito.

Ok. É mesmo. Mas será que temos os pés assim tão firmes no chão?

Às vezes tenho a sensação de que a sociedade como um todo está meio à deriva, sobretudo nos relacionamentos.

O que está acontecendo com as relações? Onde foi parar o companheirismo e a amizade entre as pessoas? E veja bem, não estou falando de romantismo!!!

Parece que as pessoas - homens e mulheres, longe de mim ser feminista - estão se afogando em seus próprios sentimentos. Mas o pior de tudo é que vivem a apontar culpados, seja o marido, namorada, chefe, vizinha, ou quem quer que seja o responsável por suas frustrações.

O que não entendem, sequer percebem, é que vivem afogadas em angústias e ansiedades que elas mesmas criaram. No entanto, cegas por verem apenas um ponto de vista e, em hipótese alguma, cogitar ver o outro lado da moeda, não notam que o sentimento vai crescendo e se alastrando de tal maneira, até que se forma um tsunami e pode quebrar em cima de suas cabeças. Basta uma palavra mal colocada ou um frase dita num momento errado para que a onda de emoções perturbadas vá levando tudo que encontrar pela frente. Assim se formam as discussões e atritos, dos quais ninguém sai ileso.

Acho que estamos vivendo uma espécie de naufrágio emocional coletivo. Parece complexo, mas é bem simples de explicar. Os náufragos se grudam a tudo que aparece a sua frente, desesperadamente, tipo uma boia, por medo de se afogar. Assim têm sido os relacionamentos, não somente entre homens e mulheres. Absolutamente, me refiro a todo e qualquer tipo de relação, amizade, colegas de trabalho, vizinhos, etc.

Não adianta se grudar às pessoas e exigir que elas correspondam as nossas expectativas como se fossem boias que nos salvarão de afundar em nossas próprias frustrações. É por isso que nao dá certo, porque ninguém é boia de ninguém. Todos temos nossos anseios, desejos e sonhos, mas somente nós somos responsáveis por realizá-los. Depositar nossa felicidade nas mãos de outras pessoas, além de burrice, é uma tremenda estupidez.
 
O negócio é se soltar de tudo que nos prende, se permitir afundar mesmo. Mas não estou falando de afundar em depressão ou tristeza. Ao contrário!!! Acho que devemos afundar, mergulhar em nossos próprios sentimentos, nos conhecer sem medo do que encontraremos dentro de nós mesmo. Vou além, acho que devemos morrer para as coisas ruins que temos calcificadas dentro de nossos corações e mentes. Só assim iremos permitir algo novo, o renascimento de seres melhores, mais dispostos a serem felizes, quando nos comprometermos com a verdade, desapegados das ilusões que criamos para fugir da realidade.
 
Meio fantasioso? Talvez!!! Mas é como se ao nos soltarmos das boias, cairemos em Atlântis, ou em um outro plano astral. Se soltando das boias que insistimos em agarrar com todas as forças, seremos capazes de viver uma vida sem tormentas, mais serena.
 
Será possível?!?!? É claro que sim.
 
Tenho a sensação de estar acordando de um pesadelo; tal como o filme Matrix, despertando para a verdadeira vida. É estranho, e de certa forma até desconfortável, mas de vital necessidade, pois viver de sonhos e ilusões só me trouxe tsunamis.
 
Nadar e morrer na praia é uma experiência que ninguém quer viver, por isso, é chegada a hora de se soltar de quaisquer boias que ainda estamos agarrados. E isso serve para tudo, emprego, namorado, esposa, casa, bairro, cidade. Tudo, tudo que não nos faz feliz, mas que insistimos em ter bem apertado junto ao peito, por ser parte daquilo que nos identifica perante uma sociedade. Não somos o namorado, o emprego ou casa que vivemos, somos muito mais que isso, somos seres em desenvolvimento e evolução constantes.
 
Nosso único e real objetivo nessa vida é o de ser feliz, só isso importa. Para tanto, precisamos parar de mentir para nós mesmos.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Escolhas, sempre temos uma

Não sei por que hoje, após ler um email de uma grande amiga, eu diria uma irmã de alma, contando-me novidades do meu antigo emprego, tive uma sensação muito tocante e muito verdadeira dentro do meu coração: EU FIZ A ESCOLHA CERTA PRA MIM!

Esse ano de 2012, que todos diziam ser o ano em que o mundo teria fim, de fato teve para mim. Botei fim num montão de coisas que não me serviam mais. Virei a mesa.

A vida é curta demais pra gente ficar parado pensando no seria bom ou ruim. O que ela espera da gente é atitude!! E é por isso que sempre temos opções, basta fazermos nossas escolhas.

E se escolhermos errado?!

Dane-se! Fizemos nossas escolhas, era só isso que precisava ser feito. O que importa não é o que vamos encontrar no fim da caminhada. A vida está no caminho percorrido. Errar faz parte, é humano, é o que nos torna humanos! Basta aceitar, pois é isso mesmo, simples assim. Não existem grandes descobertas e revelações. A vida é muito simples e esse é o grande legado da existência. E como diria o autor, que agora não lembro o nome: "o que a vida quer da gente é coragem!"

Coragem de sermos nós mesmos, com nossos erros e acertos, mas vivendo, tentando...

Hoje eu tive a mais plena certeza de que fiz a escolha certa ao trocar de emprego nesse ano. O que parecia loucura para uns, e ainda parece para outros, é a prova de que a Vida sempre nos colcoca no caminho das coisas que precisamos. Aquela velha máxima que as coisas vem na hora certa e a gente que nem sempre entende, sabe?!

A verdade é que ao me lançar de cabeça no desconhecido mundo das cargas internacionais eu fiz a melhor escolha pra minha vida. Jamais pensei em ir para um empresa pública, vivia muito bem minha vidinha medíocre. Vivia muito bem a minha infelicidade. Sim, eu fazia um enorme esforço todas as manhãs para ter forças e coragem de ir pro trabalho. Queria muito mudar minha vida, mas como??? Não podia pedir demissão e mandar tudo pro espaço, pois não teria como me sustentar.

Mas como a vida traz aquilo que pedimos, consciente ou inconscientemente, em 2009 apareceu um concurso público.

Me inscrevi, comprei uma apostila - a qual sequer toquei algumas poucas vezes;

E por não ter tido "tempo" de estudar, não queria ir na prova. Era direito meu, uma escolha que eu poderia fazer, baseada na ausência de estudos e seria muito bem aceita como verdadeira. Mas a vida (ou DEUS), através de minhas amigas/irmãs me impulsionou a ir na prova, nem que fosse para chutar tudo numa letra só.

Ok, eu fui...ok eu resolvi fazer a prova dentro do que eu tinha condições de responder. Ok, eu passei em 105º lugar na classificação!

AGRADEÇO A TODAS ESSAS ESCOLHAS QUE PUDE FAZER.

Meu ciclo junto à justiça chegara ao fim e minha infelicidade também. Muitas surpresas estariam por vir em consequência dessas escolhas.

Foi como entrar num plano paralelo, num universo completamente desconhecido, onde tudo era novo e a cada dia uma nova descoberta pela frente. E foi exatamente isso que me trouxe à tona, foi o que me despertou para a vida de novo.

Melodramático talvez. Que seja, que importa? É assim que me sinto.

Escolher virar a mesa me deu a oportunidade de organizar tudo de novo e de outro jeito. Do jeito que eu quiser.

Antigamente, eu pedia a Deus novas páginas em branco para passar meus erros a limpo. Hoje, eu peço apenas que me permita escrever a cada dia um novo capítulo. O que der errado, eu risco com traços bem grosseiros. Mas na maioria das vezes, faço questão de grifá-los, pois só assim aprenderei a lição!

terça-feira, 27 de março de 2012

Deixa-me Gostar de Você

Recebi essa mensagem de uma grande amiga, também espírita, num dia difícil....dia daqueles em que a angústia do "não saber esperar a hora certa", somada à "impaciência" de quem já sabe o que quer mas não sabe dar o tempo que a outra pessoa precisa para tomar suas próprias decisões, esmagavam meu coração contra o peito.

Essa mensagem, além de acalmar minha alma, me ensinou algo muito importante: cada minuto, cada sorriso, cada olhar - que falam mais que mil palavras, devem ser guardado no fundo do coração como estoque de "energia vital", e acessados toda vez que deslizar em meus pensamentos negativos, duvidando em acreditar que seja possível ser feliz. Depois de tantas dores, tanto sofrimento, tantas lágrimas não me permito mais desacreditar no amor. Ele pode até demorar, mas um dia ele vem. A demora é resultado de um tratamento especial dado por DEUS, para que eu soubesse apreciá-lo e valorizá-lo, assim como um bom vinho.

Deixa-me Gostar de Você

Deixe-me gostar de você feito criança porque descobri que é o único jeito que consigo gostar de verdade, sem confusão, sem hipocrisia.


Deixe-me gostar de você da forma mais simples, sem porquês, sem perguntas, sem articulações.


Se eu ou você pensarmos muito e nos colocarmos sob o crivo da razão, teremos que ver entre as nossas qualidades também os nossos defeitos. Teremos que ver a treva que coabita com a nossa luz. Então deixe-me gostar de você como criança. Criança gosta sem pensar.


Deixe-me gostar de você sem cobranças, sem compromissos que não sejam aqueles que nós dois estabelecemos para nós mesmos e não aqueles que os homens inventaram que devemos seguir à risca, toda vez que resolvemos gostar.


Deixe-me gostar de você da forma mais inocente que eu puder. Neste gostar permita-me descartar toda a cultura, filosofia, modismos, conceitos ou preconceitos, dogmas, todo e qualquer mandamento ou imposição que venham de fora. Quero apenas ouvir meu coração, assim como quero que você ouça o seu.


Se eu ficar com você um minuto, uma semana, um mês ou um ano, que seja pelo real prazer de ficar, pois aprendi que não é a duração, mas a qualidade que transforma um único minuto numa experiência com gosto de eternidade.


Deixe-me gostar de você sem expectativa, sem planos para o futuro, sem gaiolas que limitem o meu querer porque o futuro é tão incerto e nunca é do jeito que pensamos.


Se nos gostarmos de verdade, é possível que haja muitas ações no presente, e é só isto o que verdadeiramente importa.


Acima de tudo, deixe-me gostar de você deixando-o completamente livre para ficar ou para partir.

Deixe-me gostar de você sem máscaras e sem verniz.


E se um dia eu disser adeus e partir, creia, será no exato momento em que eu descobrir que já não sou mais capaz de me fazer ou de lhe fazer feliz.


Deixe-me gostar de você feito criança, deixa!

(Fátima Irene Pinto)

Disponível em: http://youtu.be/KqaK0w7AxUo


"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação." Chico Xavier - Emmanuel

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Muitos desafios pela frente, assim será 2012, que venha

Se a vida fosse sempre igual, tudo dentro dos limites do nosso conhecimento, daquilo que fazemos todo dia da mesma maneira, não tenho a menor dúvida em afirmar o quanto essa vida seria chata e monótona. Não quero isso para mim, nem desejo isso para ninguém, a menos que seja alguém que precise disso para se sentir seguro e confiante.

O ano anunciado como sendo o último dos tempos, pois traria o fim do mundo está sendo para mim um dos melhores, daqueles que só acontecem a cada 10 ou mais anos para marcar o início de um novo ciclo de vida. E como tudo que é novo assusta, confesso que estou um pouco (ou quem sabe muito) assustada com todas estas mudanças em minha vida.

O emprego novo, numa área completamente diferente de tudo que já vi em minha vida finalmente chegou, ainda no final de 2011. Acho que foi presente de Papai Noel. E foi com essa energia renovada de recomeço que me despedi daquele ano, cheia de esperança e expectativas.

Acho que só agora consigo visualizar o tamanho do passo que dei ao trocar uma estabilidade de 12 anos de funcionalismo público por uma empresa pública. Parece a mesma coisa não é mesmo? Mas não é, isso eu garanto!!! Eu diria que tudo, ou quase, é o oposto um do outro. Das coisas mais simples, as mais complexas. São mundos diferentes. E hoje, depois de dois dias e meio de treinamento e boas vindas, ao pisar pela primeira vez como nova contratada no local onde estava sendo esperada, senti um frio percorrendo a espinha. A responsabilidade que me aguarda é maior ainda. Estou com medo. Mas que seria da vida sem desafios? O medo é bom, ele nos move, mas precisamos estar atentos para saber a direção certa para onde vamos nos mover.

Eu sei que tenho capacidade! Creio que foi justamente por saber disso e nunca ter tido uma única oportunidade de crescer e aplicar toda minha garra que me fez sair, sem olhar para trás, do outro emprego. Queria desafios e eles vieram, e não são pequenos.

Talvez 2012 seja mesmo o ano do fim do mundo. Do velho mundo, das velhas escolhas que não funcionavam mais. Desistir de algo que não nos emociona mais, nem nos estimula a continuar, não é desistir, é desapegar-se do que não serve mais. Porém isso não significa que não tem valor, apenas não se conecta mais, tipo engrenagem fora do lugar. Se insistir, vai quebrar e daí sim a máquina pifa de vez e não há conserto capaz de reparar o estrago.

Assim como há 12 anos atrás a mudança foi enorme indo para a esfera estadual, me tornando funcionário público, agora faço o movimento contrário. Apesar da empresa ser pública, o regime é de empresa privada e o volume de trabalho e a cobrança também.

E nada melhor para definir esse momento que o poema de João Guimarães Rosa:


O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem!!!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Saudade que eu gosto de ter

A vida é mesmo muito curiosa e nos prega cada peça. Depois de um dia escaldante de tão quente, em que os relógios marcavam 36º, mas a sensação térmica era de 40º, tive um final de dia interessante e inusitado.

A agenda estava lotada e começou cedo com uma pesquisa de preços em lojas de materiais de construção. Na boa, eu detesto obra, tanto que desisti da Engenharia Civil antes mesmo de começá-la. Mas não pude fugir dela pra sempre e agora vou encarar uma reforma no meu banheiro.

Ok, coragem, o calor estava de matar às 8h da manhã, mas não podemos viver numa bolha, por isso, lá fui eu bater perna com uma prancheta na mão.
Teria sido até interessante, apesar do calor já mencionado, mas o que eu não queria aconteceu, não achei as cores e peças que eu havia imaginado para o meu projeto. E agora José????

Precisava ir para o trabalho, mas a cabeça ficou batendo nessa tecla o dia todo. Uma ideia surgiu: quem sabe tu vai numa grande loja que tem lá na zona norte, uma que fica aberta até às 22h e tem uma variedade sem fim de coisas lindas. Perfeito!!!!

Lá fui eu atravessar a cidade para ver toda essa variedade. De fato é grande, assim como a procura de todas as pessoas que saem nesse horário para resolver os problemas idênticos aos meus. Resultado: 1:15h, isso mesmo, uma hora e quinze minutos esperando um vendedor. Quase desmaiei de fome, porque aquela baguete de salame italiano que comi às 13h já estava no dedão do pé. Ahhhh, detalhe, o dedão do pé estava inchadaço de tanto ficar de pé. Fiquei tão triste e desesperada, afinal o pedreiro está reservado para segunda que vem e não tenho material. Esqueci de dizer que minha amiga e arquiteta viajou hoje.....para o Maranhão!!!!!!!!!!!!!!! Mas ela merece, aproveita guria, curte muito que a obra pode esperar com certeza.

Esperar???????????

Boa ideia, boa não, excelente. Liguei para o meu amigo Pereirão e pedi pra adiarmos essa obra.

Well, o jeito era ir embora antes de cair dura no meio da loja por hipoglicemia.

O mais estranho disso tudo é que eu tinha vontade de chorar!!!!

O que eu tinha esquecido é que estava na TPM....puxa vida, fiquei muito feliz com isso. FELIZ?????
Tá bom, não sou maluca, eu explico. Afinal, qual mulher gosta de TPM??? A felicidade é que eu sempre fiquei triste nas minhas TPM's, mas ultimamente, digamos nos últimos 2 ou 3 anos, eu não ficava mais triste e sim virava uma assassina em potencial. Serial killer. É bom voltar a ficar triste, o desgaste é menor.
Depois de ficar uns 15 minutos numa parada escura da Sertório, consegui entrar no ônibus e seguir para meu lar-doce-lar, mas aquela vontade de chorar continuava. Pensei comigo mesma: tudo isso por causa de um azulejo??????

Claro que não!!! O dia foi cheio de emoções, afinal recebi uma ligação muito importante me chamando para assinar o contrato no meu novo emprego. É um ciclo que se fecha para outro começar. Estou mesmo muito feliz e é inevitável: um filme se passa em minha cabeça nessa hora. Foram 12 anos numa Instituição que me transformou no que sou e sei que me tornei alguém melhor. A metamorfose foi duríssima, muitas dores até me tornar uma mulher muito mais forte, no entanto, muito mais sensível e humana. O Tribunal estará para sempre na minha vida, como um ex que indiferente de ter sido bom ou ruim, é um ex. Meu crescimento nesses 12 anos que se passaram me fizeram ver tantas coisas que quando eu entrei jamais teria condições de entender. Serei eternamente grata por todas as pessoas que passaram por minha vida enquanto estive por lá, inclusive as que me fizeram mal e as que eu fiz também. Tudo foi aprendizado e tudo foi válido. É impossível deixar de pensar nisso tudo, desde o dia que eu fui lá pela primeira vez, cheia de medos se deveria ou não assumir o cargo e me tornar uma funcionária pública!!!! Nessa segunda oportunidade não tive um segundo sequer de dúvida, estou indo de coração e mente abertos, certa dessa escolha que, desde já decidi, serei muito feliz!

Pois é, e com tudo isso passando em minha mente, quando percebo estou na frente de um shopping center da Assis Brasil e visualizo o McDonalds. Parece que a noite era um remember de velhos clássicos passarem em minha cabeça e coração, pois no mesmo segundo veio outro filme, totalmente sem querer, isento de qualquer intenção. Me vi no ano de 2000, saindo do cinema na companhia de um grande amigo que sempre vai morar no meu coração. O filme (daquela época) era O Patriota - linda fotografia. E já que estávamos ali fomos comer no Mac claro!!! Estranho esses links que o inconsciente faz...foi instantâneo.

Excelente lembrança, ainda mais que foi esse mesmo amigo que me deu a maior força quando estava em dúvida de assumir no Tribunal há 12 anos atrás. Nada é por acaso né...vir tudo isso hoje a minha mente, assim, como um turbilhão de sensações boas.

É por isso que eu penso: Linda mesmo é a vida! Porque se eu não tivesse todas estas coisas boas para lembrar, que graça ela teria?

Saudade boa assim tem mais que ser vivida. É, sem dúvida, o tipo de saudade que eu gosto de ter!

Que seja muito bem vindo esse novo ciclo que se inicia em minha vida!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A vida é hilária...e rir dela é a melhor saída

Imagine a cena: você sentada numa maca e alguém lhe colocando os sapatos e, logo após, os óculos. Em seguida, você se vê sentada numa sala de espera e não tem a menor ideia de como foi parar ali. Tudo gira a seu redor e as imagens são duplas.

A cena foi vivida por essa pessoa aqui hoje cedo. Precisava fazer um exame de eletroencefalograma com sono. Normalmente esse exame é feito espontaneamente, mas eu não consegui fazer o mais fácil: deitar e dormir, por isso, tive que fazer com indução química. A descrição acima foi parte dos efeitos pós exame.

Passado um pouco o efeito do remédio que me derrubou na marra, quis saber como saí da maca até a sala de espera. A resposta foi hilária!!! Segundo minha amiga me acompanhou hoje cedo (a adulta responsável por mim hehehe), eu estava sentada na maca de olhos fechados e rindo. Ela e a técnica que realizou o exame me conduziram até a sala de espera. Segundo ela, eu começa a falar, parava e ria. Não terminava nenhuma frase. Ouvindo isso e imaginando a cena que eu mesma vivi e não lembro, comecei a rir (de novo). Aliás, continuo rindo.

Quanto tempo teria se passado??? O relógio respondeu essa questão: cerca de uma hora e meia. O corpo estava pesado, a vontade era de deitar e dormir profundamente por um mês.

A experiência foi, no mínimo, engraçada. Quando senti que podia me levantar, fiz um 4 para provar que estava sóbria, mas meu equilíbrio me desmentiu, afinal, a sensação era de embriaguez total...que barato aquele remedinho cor-de-rosa causou hein!!!

Fomos até uma cafeteria que tem ali perto e rimos mais ainda enquanto ela me contava tudo em detalhes.

Ter amigos é a coisa mais sensacional do mundo, não me canso de falar isso, e tê-los por perto é o que torna um momento simples como esse num "causo" para ser repetido e satirizado por muitos anos a fio. E pode ter certeza que muitas risadas serão dadas toda vez que contarmos esse "causo" aos outros amigos.

É por isso que eu não me canso de repetir:

AMO MUITO MINHAS AMIGAS QUERIDAS QUE ESTÃO SEMPRE COMIGO, SEJAM NAS HORAS ALEGRES, NAS DIFÍCEIS OU NAS HILÁRIAS COMO ESTAS.

Que em 2012 posssamos dar muito mais risadas de todos nossos momentos de amizade.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Meu desabafo

Como é difícil conviver com a dor alheia e muito pouco poder fazer para amenizar esse sofrimento.


Nunca soube lidar muito bem com emoções, muito menos as minhas. Minha última psicóloga disse que eu precisava desenvolver mais meu lado Yin (sensibilidade – feminino), pois só sei lidar com o Yang (força – masculino). Acho que chegou a hora.

Infelizmente, às vezes, as coisas precisam tomar um rumo drástico para que se possa achar um caminho e, dentro da vontade de Deus, a melhor solução.

Nesse último mês tenho aprendido muito mais de caridade que nem uma biblioteca inteira conseguiria me ensinar. Vou dar um exemplo: compaixão. Essa palavra sempre foi tão instigante para mim. Confesso, não conseguia entender ou mesmo senti-la até me deparar com uma pessoa doente clamando, silenciosamente, por ajuda. É triste ver o estrago que a depressão pode fazer num ser humano. Ela é silenciosa, sorrateira, cruel, vil....covarde.

No entanto, a hora é de ter fé, de dar a ajuda solicitada. Agora é hora de agir, pois ficar se lamuriando não vai ajudar em nada. É o que estamos fazendo. Só espero, do fundo do meu coração, que ainda dê tempo, que seja mesmo possível ajudar. É aí que entra o poder da Fé e, talvez, meu maior desafio nisso tudo.

Acho que posso fazer mais, porém não sei ao certo como ajudar. Tenho levado minha palavra amiga, mais que isso, meu amor. Um amor que nunca soube transmitir e demonstrar, mas que sempre existiu.

Uma coisa é certa, quando a saúde falta, a união se faz presente. E essa tem sido outra grande lição que estou aprendendo para toda vida. Demonstrações de carinho, afeto e um amor fraterno que transcende a toda e qualquer explicação que eu pudesse tentar explicar com palavras.

Apesar de toda dor que todos estamos sentindo, cada um a sua maneira, tenho muito a agradecer por tudo que estamos aprendendo com essa provação.