O ano anunciado como sendo o último dos tempos, pois traria o fim do mundo está sendo para mim um dos melhores, daqueles que só acontecem a cada 10 ou mais anos para marcar o início de um novo ciclo de vida. E como tudo que é novo assusta, confesso que estou um pouco (ou quem sabe muito) assustada com todas estas mudanças em minha vida.
O emprego novo, numa área completamente diferente de tudo que já vi em minha vida finalmente chegou, ainda no final de 2011. Acho que foi presente de Papai Noel. E foi com essa energia renovada de recomeço que me despedi daquele ano, cheia de esperança e expectativas.
Acho que só agora consigo visualizar o tamanho do passo que dei ao trocar uma estabilidade de 12 anos de funcionalismo público por uma empresa pública. Parece a mesma coisa não é mesmo? Mas não é, isso eu garanto!!! Eu diria que tudo, ou quase, é o oposto um do outro. Das coisas mais simples, as mais complexas. São mundos diferentes. E hoje, depois de dois dias e meio de treinamento e boas vindas, ao pisar pela primeira vez como nova contratada no local onde estava sendo esperada, senti um frio percorrendo a espinha. A responsabilidade que me aguarda é maior ainda. Estou com medo. Mas que seria da vida sem desafios? O medo é bom, ele nos move, mas precisamos estar atentos para saber a direção certa para onde vamos nos mover.
Eu sei que tenho capacidade! Creio que foi justamente por saber disso e nunca ter tido uma única oportunidade de crescer e aplicar toda minha garra que me fez sair, sem olhar para trás, do outro emprego. Queria desafios e eles vieram, e não são pequenos.
Talvez 2012 seja mesmo o ano do fim do mundo. Do velho mundo, das velhas escolhas que não funcionavam mais. Desistir de algo que não nos emociona mais, nem nos estimula a continuar, não é desistir, é desapegar-se do que não serve mais. Porém isso não significa que não tem valor, apenas não se conecta mais, tipo engrenagem fora do lugar. Se insistir, vai quebrar e daí sim a máquina pifa de vez e não há conserto capaz de reparar o estrago.
Assim como há 12 anos atrás a mudança foi enorme indo para a esfera estadual, me tornando funcionário público, agora faço o movimento contrário. Apesar da empresa ser pública, o regime é de empresa privada e o volume de trabalho e a cobrança também.
E nada melhor para definir esse momento que o poema de João Guimarães Rosa:
O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem!!!

Nenhum comentário:
Postar um comentário