Como é difícil conviver com a dor alheia e muito pouco poder fazer para amenizar esse sofrimento.
Nunca soube lidar muito bem com emoções, muito menos as minhas. Minha última psicóloga disse que eu precisava desenvolver mais meu lado Yin (sensibilidade – feminino), pois só sei lidar com o Yang (força – masculino). Acho que chegou a hora.
Infelizmente, às vezes, as coisas precisam tomar um rumo drástico para que se possa achar um caminho e, dentro da vontade de Deus, a melhor solução.
Nesse último mês tenho aprendido muito mais de caridade que nem uma biblioteca inteira conseguiria me ensinar. Vou dar um exemplo: compaixão. Essa palavra sempre foi tão instigante para mim. Confesso, não conseguia entender ou mesmo senti-la até me deparar com uma pessoa doente clamando, silenciosamente, por ajuda. É triste ver o estrago que a depressão pode fazer num ser humano. Ela é silenciosa, sorrateira, cruel, vil....covarde.
No entanto, a hora é de ter fé, de dar a ajuda solicitada. Agora é hora de agir, pois ficar se lamuriando não vai ajudar em nada. É o que estamos fazendo. Só espero, do fundo do meu coração, que ainda dê tempo, que seja mesmo possível ajudar. É aí que entra o poder da Fé e, talvez, meu maior desafio nisso tudo.
Acho que posso fazer mais, porém não sei ao certo como ajudar. Tenho levado minha palavra amiga, mais que isso, meu amor. Um amor que nunca soube transmitir e demonstrar, mas que sempre existiu.
Uma coisa é certa, quando a saúde falta, a união se faz presente. E essa tem sido outra grande lição que estou aprendendo para toda vida. Demonstrações de carinho, afeto e um amor fraterno que transcende a toda e qualquer explicação que eu pudesse tentar explicar com palavras.
Apesar de toda dor que todos estamos sentindo, cada um a sua maneira, tenho muito a agradecer por tudo que estamos aprendendo com essa provação.

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