Há tempos observo homens e mulheres em uma busca (infindável) de algo que eles parecem nem saber direito do que se trata. Como assim? Mas se não sabem o que querem, por que procuram? E o que procuram?
A felicidade!!! Óbvio, não? Nem tanto!
Eu explico. O que me deixa confusa nessa questão, aparentemente simples, é o fato de ver tanta gente sempre correndo atrás da felicidade. Às vezes, tenho a sensação que ela - a tal felicidade, é um coelho extremamente rápido e fujão, ou quem sabe um duende muito sapeca?!?! Pois jamais é pego ou alcançado.
Na verdade, acho que muita gente sofre de uma síndrome bem antiga: a do eterno insatisfeito. Sabe aquela pessoa que corre atrás de uma coisa e quando consegue solta, pois acha que na próxima esquina pode ter algo melhor?
É assim que tenho notado cada vez mais pessoas infelizes, numa eterna busca que parece não ter fim. Mas será mesmo que a felicidade foge da gente? Eu acredito que não. E o que é pior, nós é que fugimos dela. Será que não nos achamos merecedores? Não sei. Talvez a ansiedade nos deixe inseguros e não nos permita ver quando estamos tão perto do que nos fará feliz. E esse algo pode ser uma coisa bem simples, não precisa ser grandioso. É possível ser feliz com bem pouco inclusive.
Mas eu quero ter esperança de dias melhores pela frente. Vejo essa mesma vontade em muitas pessoas. É como se fosse uma vontade coletiva de mudar o quadro atual e, não adianta, o assunto acaba sendo o mesmo: a busca do amor. Já dizia Tom Jobim: “é impossível ser feliz sozinho!”. Não vou criticar a música, mas é importante saber ser feliz sozinho sim, só assim veremos o quanto há coisas que nos fazem ser feliz no dia-a-dia. Mas obviamente, de que vai adiantar tanta felicidade só para nós? É bom poder compartilhar isso com outras pessoas, seja a cara-metade, a família ou os amigos. Não importa!
No entanto, creio que muitas pessoas ainda não se entenderam direito e estão tipo criança em loja de brinquedos que não sabe qual escolher, ou o que seria ainda pior, querem tudo. Há pouco relatei minhas tentativas frustradas de bancar o cupido. Frustradas sim, pois não deu em nada. E tenho certeza que o problema não foi o meio utilizado (o virtual), porque existem muitos sites de relacionamento, com a finalidade de aproximar as pessoas que rendem bons resultados. Creio que mesmo se as apresentações e tentativas fossem ao vivo e a cores teriam os mesmos resultados.
Mas por quê? Confesso que não sei direito essa resposta. Seria medo? Pode ser que sim. Muitas vezes as pessoas pedem por uma coisa e quando a tem em sua frente não sabem o que fazer, pois estavam acostumadas somente a “querer”, mas nunca se preocuparam em aprender a lidar com o “ter”. Sabe cachorro que corre enlouquecidamente atrás da roda do carro e quando esse pára o cachorro fica com aquela cara de "e agora, o que faço com essa roda?". Então, igualzinho!
Seja como for, a procura de muitos continua. Boa sorte!
Nenhum comentário:
Postar um comentário