Esse texto já estava no rascunho há dias, mas não me atreveria a digitar uma palavra sequer sem antes assistir ao filme. Pois bem, acabei de chegar do cinema e já fui ligando o computador, inspirada no Ministério da Comunicação. E por falar nele, será que existe psicodigitação? Aliás, essa palavra existe? Não sei, mas ela me veio à cabeça.
Li o livro Nosso Lar há muitos anos, quando comecei a conhecer o espiritismo. Literatura básica e necessária. E o filme, embora muitos possam criticar que jamais se iguale ao livro, é lindo, maravilhoso, muito bom, de uma energia tão elevada, que nos emociona diversas vezes.
Quando li o livro pela primeira vez não tinha capacidade de entender metade do bendito conteúdo que ali estava. O véu que cobre nossas memórias é denso demais, mas se nos comprometemos a servir o outro lado como intermediários, interlocutores, ou seja qual for o nome que os médiuns recebem, mais cedo ou mais tarde, esse véu começa a se romper.
O filme nos faz repensar a vida. Ok, parece clichê, que seja, é verdade. Reforma íntima, essa foi a síntese que tirei do filme. Estamos na carne, na escola Planeta Terra, não precisamos esperar o desencarne para nos darmos conta do quanto podemos adiantar nessa longa caminhada de evolução espiritual. O Brasil foi o país escolhido para semear a filosofia da nova Era: o Espiritismo. Mas não devemos fazer dele uma nova religião e segui-la cegamente, sem questionamentos, como outrora foi feito com as outras. A doutrina espírita é extensa e ainda há muito a ser revelado aos encarnados, mas a mente humana não, é limitada e, facilmente, se deixa levar pelo medo, pela culpa, pelo sofrimento. Não é isso que esperam nossos irmãos iluminados de todas as cidades espirituais ao redor da Terra, tal como Nosso Lar. Não! Eles têm paciência até demais com nossa infantilidade e pouca fé. Temos na reencarnação a oportunidade exata para elevar o espírito através da reforma íntima.
Reforma, eis a atitude esperada de nós e não é impossível. Podemos começar nos perguntando como estamos vivendo a atual encarnação?! Será que estamos aproveitando bem essa oportunidade? Essa resposta é única, individual e intransferível. Não a devemos a mais ninguém além de nós mesmos. Possuímos em nossas mãos a chance de mudar agora, o caminhar é lento, eu sei, mas nunca é tarde para iniciá-lo. Como já disse nosso médium mais conhecido: se não podemos mudar o início, ainda podemos mudar o final.
Espero que outros filmes estejam a caminho do nosso planeta, tão carente de elucidações. Tenho certeza que o Alto já está providenciando tudo. Claro que está, pois mudanças já começaram, é uma espécie de revolução. Desde que começaram a falar em 2012 e fim dos tempos, tive uma impressão: o mundo não vai acabar, ou talvez vá, mas não da forma como conhecemos. Não se trata do fim físico do planeta, mas do fim desse pensamento que não se encaixa mais. Mas tudo bem, isso é só mais um dos meus devaneios, afinal, é pra isso que serve esse blog né . E que assim seja.

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