quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Comer, rezar, amar

Obviamente, não perderia o tão comentado, e até esperado, novo filme da Julia Roberts. Assistiria de qualquer jeito, pelo simples fato de ser fã de carteirinha dela, mas também por outros motivos, pois trata-se de uma história verídica, cujo personagem quase principal é um brasileiro ou, mais especificamente, um gaúcho! Enfim, fomos ontem (Betinha, Gil e Eu), assistir o longa metragem.

Confesso que esperava ver apenas mais uma história com final feliz como tantas outras já rodadas nas telonas do cinema. Mas foi surpreendida. Hummmm será que o final não é feliz???? Será que o mocinho morre no final??? Descubra! Vá ao cinema! Se não gostar do filme, tudo bem, mas como apaixonada por cinema que sou, mesmo quando o filme é ruim, vale a fotografia, o som digital e toda magia de estar diante daquela tela gigante.

Voltando ao filme. Muuuuuuuitas pessoas, e isso inclui homens e mulheres, vão se identificar com a história de vida de Liz Gilbert, interpretada brilhantemente por Julia Roberts. Chega uma hora na vida de qualquer pessoa que é preciso se perguntar: o que eu quero de verdade da minha vida? Sou feliz? Muitos denominam de crise dos 30, meia-idade, que seja, a questão é que não adianta mais fugir disso. Admiro profundamente quem sabe o que quer da vida desde cedo e vai atrás de seus sonhos. Mas vamos combinar que raríssimas são essas pessoas né. A maioria se sente perdida, e o pior, por muito tempo, talvez uma vida inteira sem saber se está fazendo a coisa certa para si e para os que ama.

Sempre quis viajar o mundo e o filme mexe com esse desejo em quem nem sonha com isso. A gente sai do cinema pensando: um dia eu faço o mesmo. Tudo bem, talvez não façamos, mas a sensação é boa. Se eu conhecer boa parte do meu Brasil, já fico bem contente.

Tem uma cena que é hilária, quando Liz e sua amiga sueca vão a Nápoli comer pizza e a sueca tá preocupada com os quilinhos que já engordou na Itália, daí surge a teoria dos buchinhos, muiiiiiito boa por sinal, afinal eu também preciso desencanar um pouco com essa história de emagrecer, é nóia feminina pode ter certeza, em qualquer lugar desse planeta.

Após o filme fomos tomar uma ceva beeeem gelada, ahh polar é claro, afinal precisávamos falar do filme. Compartilhamos muitas reflexões, tal como a frase do guru de Bali: "É preciso perder o equilíbrio no amor para ter uma vida equilibrada".

Fiquei realmente impressionada com a questão levantada pelo companheiro de meditação na Índia, quanto ao peso emocional que carregamos por não sabermos nos perdoar, por não nos permitirmos viver a vida de uma forma mais leve, mais branda. O que não significa perder as rédeas da própria vida, longe disso, mas apenas perdoar os próprios erros, as frustrações, as escolhas erradas. A culpa, ahhh a maldita culpa! Aliás, outro dia uma amiga me falava que o sofrimento foi criado pelos seres humanos. Agora me diz pra quê? A humanidade se consome em sofrimento há milênios. Adianta alguma coisa? Vai saber? Mas o certo é que somos nossos piores algozes quando não nos permitimos se libertar desses sentimentos que só nos degradam dia após dia. Bem como a personagem do filme, nunca é tarde para irmos em busca dessas verdades. Melhor se pudermos viajar o mundo, do contrário, vamos viajar pra dentro de nós mesmo. Garanto ser uma viagem e tanto.

Quando Liz está na Itália, num almoço muito divertido com seus amigos de viagem, cada um se definem em uma única palavra. Liz só descobre a sua em Bali. Ontem à noite, mesmo com a ajuda da Polar beeeemmm gelada, ninguém conseguiu tamanho autoconhecimento, portanto, o máximo que consigui defenir, nesse texto, é o que tirei do próprio filme: SE ENTREGAR PRA VIDA!

ps.: claro que comecei a rascunhar essas ideias no boteco mesmo!

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