sexta-feira, 11 de março de 2011

Jogando conversa fora numa manhã chuvosa de março

Após um feriadão de carnaval tudo que queríamos era esticar a semana toda de folga certo? Errado!!! Que patrão permitiria tisso????

Mas enfim, estamos aqui, num dia cinza e chuvoso, contando as horas para começar o final de semana. Conversa vai, conversa vem, nos deparamos contando histórias de nossas infâncias. Mas não foram quaisquer histórias, e sim relatos dignos de filmes ou melhor “curtas gaúchos” (adooooro).

Uma delas contou que aos 11 anos pegou sua primeira sobrinha no colo, muito feliz com a chegada daquele anjinho na família e, com todo cuidado do mundo, foi passear com ela pela casa. Mas....sempre tem um mas....no meio do caminho tinha um botijão de gás ao invés de uma pedra. Como minha colega era pequeninha (tá bom, ela é até hoje, hehehe, perdão, não resisti) e não tirava os olhos da bebê, pois estava muito zelosa, não viu aquele trambolho no meio da porta e tchibum!!!! Caiu com criança e tudo no chão. A menininha ficou roxa e todos saíram correndo para ver o ocorrido. Sua irmã aos gritos dizia “tu matou minha filha”, enquanto ela em choque não sabia o que fazer, até que sua mãe teve uma atitude, pegou a bebê e enfiou embaixo da torneira do tanque, e com o jato d’água voltou a respirar. Seu choro tirou todos do choque, trazendo alívio para a família. Foi uma baita susto.

Outro causo dessa mesma colega foi com outra sobrinha, que ela era obrigada a cuidar e num dia qualquer foi na venda buscar coisas pro café da tarde e levou a bebê no seu carrinho. Afinal, agora ela tinha mais cuidado com bebês né. Pois bem, na volta havia uma lomba muito íngreme e o carrinho escorregou de sua mão e rodopiou lomba abaixo. Será que ela não gostava de bebezinhos???? Nada a ver, acidentes acontecem o tempo todo. Atônita com a cena, ela corre inutilmente atrás do carrinho e quando o alcançou a menina sequer havia acordado.

Lembramos de uma história de outra colega, cujo irmão era, digamos assim, meio malvado com ela, pois a deixou comer cocô de cabrito, dizendo que era feijão. Ela como era muito pequena, nem percebeu a “diferença” e comeu feliz e contente dizendo: “jon jon”, ou seja, feijão, enquanto o danado do irmão se desmanchava de tanto rir. Tudo bem, o importante é que ela cresceu forte e saudável apesar dos pesares, hehehehe.

Não me pergunte por que achamos tanta graça dessas "quase" desgraças, não sei responder, só sei que a risada foi unânime. No fim, chegamos à conclusão de que naqueles tempos as coisas eram mais tranqüilas e os anjos da guarda tinham mais trabalho. Isso parece um tanto quanto contraditório, pois brincávamos nas ruas até altas horas da noite, vivíamos de uma forma que as crianças de hoje jamais viverão: com liberdade. Não tínhamos  renite, sinusite e todas estas ites, sem contar com o esresse de assalto, seqüestro relâmpago, etc, etc, etc....acho até que éramos mais fortes e imunes.  Eu mesma nem sei quantas vezes  espetei meu pobre pezinho com pregos enferrujados. E os tombos de bicicleta??? Cada cicatriz tem sua própria história pra contar.

Será que éramos imortais???? Não!!! Claro que não...ou quem sabe as sobrinhas da minha colega eram??? Já sei, vai ver elas tinham sete vidas. Rsssssss

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