sábado, 19 de fevereiro de 2011

Diário de bordo – 10º dia – 16/02/2011 - Centro histórico de Curitiba

Que eu amo Curitiba, acho que todo mundo já sabe né, mas o que até eu não sabia é que quanto mais conheço essa cidade, mais me apaixono por ela.

Na quarta-feira, um pouco melhor do estômago, graças a Deus, fomos para o Centro Histórico. Apesar de já conhecê-lo, dessa vez pude andar com mais calma e aproveitar melhor o passeio. E que passeio...!!!

Curitiba tem algo que não sei explicar, talvez seja a organização, a educação de seu povo, a limpeza, eu não sei mesmo, mas sei que gosto muito disso tudo. É um lugar que ainda se pode andar com uma certa segurança, sem estar grudada à bolsa, com medo de ser assaltada. Perigo tem em todo lugar, claro! Mas é assim que me sinto aqui: segura!

Passamos pela Casa da Memória, um lugar muito agradável, pra ficar horas admirando e relaxando, logo após comprinhas, afinal, sempre tem um presentinho pra se levar da viagem.
 
Parada para o almoço na Casa Lilás, ahhhh a Casa Lilás, que lugar, eu almoçaria ali todos os dias se trabalhasse por perto. Se o Centro Histórico já é um lugar agradável por si só, a Casa Lilás tem um charme a parte, um recanto no meio desse pequeno paraíso da Capital. Não bastasse ter uma comida deliciosa e um ambiente aconchegante,  nos fundos existe um cantinho perfeito para saborear o cafezinho após o almoço. 


Por mim ficaria a tarde toda ali, mas a expedição precisava continuar, próxima parada:  Museu  Oscar Niemeyer. Eu confesso que não esperava muito dessa visita, mas ainda bem que estava enganada, ficamos mais de hora lá dentro. Além das maquetes das obras de Niemeyer, havia uma exposição das fotografias de Haruo Ohara, sensibilidade em tempos difíceis no início da colonização japonesa. Fomos avisadas que só restavam mais 5 minutos até o fechamento do Museu.

Saímos em direção ao Bosque do Papa, tínhamos menos de uma hora pra olhar tudo, mas foi o suficiente para ver o mais importante. Avistamos uma Casa Polonesa bem pertinho, como todas já estavam com fome, paradinha estratégica para provar as delícias da culinária típica. Eu não comi, mas provei a famosa torta de papoula, que só existe aqui e é uma delícia arrepiante de tão doce.

Hora de voltar ao Hostel, como ninguém mais tinha condições de voltar a pé, resolvemos experimentar a sensação de andar num "ligeirinho", sistema de transporte coletivo da cidade, que se diferencia por não haver cobradores nos ônibus e sim nos "tubinhos", assim o passageiro paga uma passagem e usa a rede de integração até chegar ao destino, mesmo que precise de mais de um veículo. Ahhh e nos domingos custa só R$ 1,00. Bom né??? Bem que Porto Alegre podia seguir o exemplo e aplicar o sistema por aqui.

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