quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Uma espera angustiante no mar de Capão Novo e o inevitável adeus...



Quinta-feira, 26/08/2010 - Nem preciso dizer o quanto estou com o coração apertado diante desse fato que, desde sábado, acompanhamos pelo noticiário: Baleia Jubarte encalhada em Capão Novo.
Queria estar lá para ajudar!!!
Infelizmente essa é uma angústia que terei que suportar por mais alguns anos, enquanto não me formo em Biologia e, após, até poder atuar na área que escolhi pra dedicar minha vida.
A triste presença/estada da Baleia Jubarte em Capão Novo, apesar de angustiante, apreensiva, me fez refletir muitas coisas. Dentre elas, me reforçou uma certeza: é isso que quero da minha vida - trabalhar com a preservação da vida, seja ela qual for, lutar até não dar mais para salvar um indivíduo em perigo.

CONTINUA..... 


Sexta-feira, 27/08/2010 - dia triste, chuvoso...me acordei pensando na Juju (sim, Juju, de Jubarte, já tinha criado carinho pela baleia de Capão Novo), como será que ela está? Ontem ela apresentava melhora, os biólogos responsáveis por ela estavam otimistas de realizar uma nova tentativa de reboque do animal.
Fui pra aula otimista também. Não acessei mais a internet, por isso, não vi que ela veio a morrer minutos depois.
Estou triste, óbvio, mas a Juju me trouxe muitas coisas boas, apesar da fatalidade. Ela me fez ver meu futuro, como é isso que quero mesmo pra minha vida profissional e pessoal: trabalhar com animais, junto da mãe natureza. Não me importa o dinheiro. Claro que precisamos dele pra viver, mas essa realização não tem dinheiro no mundo que pague.
A morte da jovem baleia em nosso litoral nos mostrou o quanto estamos despreparados para ações como essas. Longe de mim desvalorizar a enorme movimentação/dedicação de toda equipe do Ceclimar e demais profissionais e moradores que estiveram a frente dessa ação de salvamento da Juju; mas sabemos que todo empenho e disposição esbarrou em problemas burocráticos, que dificultaram uma ação mais rápida para desencalhar o animal.  
Fica o aprendizado para futuras experiências. Acredito que todos os envolvidos estejam felizes por terem ajudado, num primeiro momento, quando na terça-feira ela foi resgatada do banco de areia com sucesso, evento raro nesses casos de um indivíduo tão grande.
O pessoal do Ceclimar pediu para ficar com a ossada, para depois montar o esqueleto.
Durante uma semana acompanhamos a luta de todos: ambientalistas, estudantes, pesquisadores e populares para devolver ao mar o enorme bebê dos mares que, provavelmente, se perdeu de sua rota e veio encalhar em nosso litoral. De uma certa forma, tudo isso foi muito positivo, pois sensibilizou muita gente para a importância de preservar toda e qualquer vida desse planeta.

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