Tenho um amigo que não finca raízes tão fácil não. Aliás, ele não finca raízes, é como o dente-de-leão, solto ao vento. Quando eu penso que ele está numa cidade, ele já mudou pra outra faz tempo e as malas estão sendo feitas de novo. Hehe. Falei com ele ontem e soube que está no Haiti. Isso mesmo, no Haiti!!!!
O Brasil ficou pequeno pras andanças desse adorável nômade. Agora ele foi longe demais, mas não estou falando só da distância (km), e sim do quanto significa ir trabalhar no Haiti, que mesmo antes do terremoto, já sofria com tanta miséria e carência de tudo que se possa imaginar. Muito mais que trabalhar, ele foi ajudar na reconstrução da dignidade daquele povo. É por isso que cada vez mais o admiro, em todos os sentidos.
O Brasil ficou pequeno pras andanças desse adorável nômade. Agora ele foi longe demais, mas não estou falando só da distância (km), e sim do quanto significa ir trabalhar no Haiti, que mesmo antes do terremoto, já sofria com tanta miséria e carência de tudo que se possa imaginar. Muito mais que trabalhar, ele foi ajudar na reconstrução da dignidade daquele povo. É por isso que cada vez mais o admiro, em todos os sentidos.
Mooooooorro de inveja dele, no melhor sentido da palavra é claro. Na boa, eu queria muito viver assim: livre, ao sabor dos ventos, no melhor estilo descobridor dos 7 mares. Porém, acho que é utópico demais pra mim pensar numa vida nômade, talvez por eu ser tão enraizada na estabilidade do serviço público, da família, dos amigos por perto, da casa própria e tudo mais.
Eu bem que gostaria de me desprender dessas "seguranças" e "estabilidades". Mas acho que não sou capaz. No fundo, no fundo, será que temos mesmo tudo isso que nos aprisiona tanto? Será que temos mesmo essa estabilidade toda? Sabe que já tô desconfiando que é tudo ilusão! Acho que acordei de Matrix! Por que não?
Esse mundo é muito louco e nosso ritmo de vida mais ainda. Mas então por que nos apegamos tanto a ele? Talvez a resposta seja simples: é a única coisa que conhecemos. Lançar-se ao desconhecido assusta, muitas vezes paralisa.
Admiro a coragem dos que se lançam de cabeça na vida sem pestanejar, sem olhar pra trás, como num bung jump. Aliás, pra isso eu tenho coragem e ainda farei: pular de bung jump, andar de asa delta, saltar de pára-quedas e se esqueci algo mais, também quero fazer. É o mais próximo que consigo chegar de ter uma vida tão livre assim, por enquanto!!!
Já me disseram que sou muito controladora, talvez seja até verdade. Acredito que aí está a razão do meu “medo” de se jogar de cabeça na vida e viver da mesma forma que meu amigo andarilho. Quando tu deixa a vida te levar, tu perde o controle (se é que temos mesmo o controle), mas em compensação, saboreia o vento na cara, que nem criança na janela do carro sabe?
Já vi que tenho muito a aprender com meu amigo nômade e deixar mais a vida me levar. Quem sabe um dia eu tenha a sorte dele passar por aqui e me dar a honra de ouvir as histórias dessas andanças.

Olá, adorei o codinome: Adorável Nômade.
ResponderExcluirMuito bem colocadas suas palavras pois é assim mesmo que me sinto, com o vento na cara e viver a vida do jeito que ela nos conduz, de ir atrás do incerto.
As vezes até da medo, mas prefiro me arrepender por ter feito do me arrepender por não saber como é ou como foi...